Sociedade

Taxa de cobertura de vacinação infantil obedece recomendações da OMS

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António Manuel Cabinda - Director Provincial da Saúde de Benguela

Foto: Rosário

António Manuel Cabinda - Director Provincial da Saúde de Benguela

Foto: Rosário

A província de Benguela conseguiu atingir a média indicativa da Organização Mundial da Saúde, passando de 75 porcento da taxa de cobertura de vacinação infantil, em 2017, para 95 por cento, em 2018, informou nesta sexta-feira, nesta cidade, o director local da Saúde, António Manuel Cabinda.

Falando aos quadros, na cerimónia de cumprimentos de fim de ano, o responsável indicou que em 2017 Benguela registou uma alta taxa de mortalidade infantil, motivada por doenças imuno-preveníveis, o que levou à intensificação, este ano, de campanhas de vacinação que elevaram a cobertura de 75 para 95 por cento, tal como recomenda a OMS.

Segundo António Cabinda, entre as grandes dificuldades encontradas no ano passado, estava a degradação das infra-estruturas, o que motivou uma intervenção prioritária nos hospitais gerais do Lobito e Benguela, que hoje já apresentam melhor imagem, apesar da não conclusão das obras.

Deste modo, sublinhou, na medida em que as condições financeiras o permitirem, vão dar sequência, em 2019, às obras de restauração, visando um melhor ambiente de acomodação e atendimento dos pacientes.

Outra inquietação que registou após a sua tomada de posse, em 2017, foram as privatizações que ocorreram em algumas áreas dentro dos hospitais públicos, situação que criava dificuldades no acesso das populações, pelo que teve de corrigir a situação, estando reposta a igualdade de oportunidades a todos aqueles que procuram pelos serviços de saúde públicos.

Quanto aos cuidados pré-hospitalares (Inema), estes foram reforçados com cinco ambulâncias novas, o que permitiu a abertura de mais dois postos avançados, nomeadamente o de Catengue e do Cubal, além da criação de uma sede específica para este instituto público.

Sobre a situação assistencial, reconheceu que a situação foi “dramática”, já que os pacientes, mesmo dos serviços de urgências, eram obrigados a recorrerem às farmácias privadas para poderem ser medicadas, tendo o esforço das autoridades sanitárias permitido o melhoramento da logística da grande maioria das unidades hospitalares, principalmente aos pacientes das urgências.

Admitiu haver ainda alguma dificuldade nas áreas de internamento, mas assegurou que o descongestionamento em curso vai permitir que a situação, em 2019, melhore substancialmente.

Na rede periférica, disse, sem avançar números, que o desejo passa igualmente por um acompanhamento cada vez melhor aos doentes que vão às áreas de internamento.

Outro constrangimento que António Cabinda identificou quando chegou à direcção do sector, segundo suas constatações, foram as comparticipações que, de certa forma, inibiam as pessoas de recorrerem aos serviços hospitalares, tendo-se posto fim a esta prática, o que elevou o número de acesso aos serviços de saúde.

Em relação a mortalidade materna, o mesmo responsável afirmou que esta baixou de 450 por 100 mil nascidos vivos, em 2007, para metade, ou seja, 200 nados mortos em 100 mil nascidos vivos, devido, em parte, a abertura dos serviços para as gestantes, as acções formativas, a abertura de mais salas de partos e reabertura de blocos operatórios.      

Quanto a incidência da malária, indicou que apesar dos números altos que a província registou (mais de 500 mil casos/ano), esta tem conhecido uma ligeira baixa, na ordem dos 0.2 porcento.

A província de Benguela já faz consultas na periferia de diversas especialidades (cardiologia, diabetes, cirurgias, entre outras), pelo que, actualmente, não se verificam longas listas de espera de pacientes, principalmente nesta fase do ano, enfatizou.

Na mesma senda, disse que a mortalidade por tuberculose, em Benguela, baixou de 300 óbitos/ano (2017), para cerca de 150 (2018), de um universo de cerca de oito mil casos.

Reafirmou os esforços que a instituição desenvolve, em coordenação com o órgão de tutela, no sentido de aproveitar os concursos públicos para aumentar os recursos humanos, tendo em conta a actual demanda, numa região que conta com uma média de 1.2 médicos por dez mil habitantes, 13 enfermeiros por cada 10.000 habitantes, contra uma necessidade de cinco médicos e 25 enfermeiros, respectivamente, por cada 10.000 habitantes, que a instituição pretende alcançar até 2025.

António Cabinda informou que fruto das reclamações dos quadros, foi feito um trabalho que vai permitir a transição automática, em todas carreiras, tendo em conta a necessidade de melhoria das condições salariais dos trabalhadores.

A província de Benguela tem uma população estimada em cerca de dois milhões de habitantes.

Fonte: Angop/ AF

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