Sociedade

Sanatório do Lubango regista aumento de mortes por tuberculose

dd

Trezentas e 77 pessoas morreram em 2019 vítimas de tuberculose no Hospital Sanatório do Lubango, província da Huíla, o que representa um aumento de 45 óbitos, se comparado ao igual período de 2018.
A tuberculose é uma infecção causada por um micróbio denominado "bacilo de Koch", que inicia nos pulmões e pode se espalhar para outras partes do corpo, como a coluna ou cérebro. É transmitida através de gotículas espalhadas ao ar por uma pessoa com a doença, quando ela espirra, tosse, fala ou ri.
Em declarações hoje (terça-feira) à Angop, o director clínico da unidade sanitária, Lourenço Kotele, disse que os casos de morte fazem parte dos dois mil 528 casos diagnosticados na unidade sanitária, dos quais mil 371 deram positivo.
Detalhou que as mortes foram por tuberculose pulmonar (177), tuberculose e Vih/Sida (95), pneumonia bacteriana (80), tuberculose miliar (17), malária (05), insuficiência cardíaca, cirrose hepática e tuberculose óssea com um caso cada, envolvendo maioritariamente homens dos 25 aos 64 anos de idade.
Segundo o responsável, maior parte das mortes são de doentes que ocorreram a unidade sanitária com o histórico de estadia de seis meses ou mais tempo de evolução da enfermidade, com um tratamento tradicional.
"Os doentes acorrem a unidade, na sua maioria, com complicações como o emagrecimento, dificuldades respiratórias, com o pulmão com lesões extensivas", -disse
“É difícil salvar o paciente, pois chega com uma imunidade reduzida, fruto de medicações não autorizadas", acrescentou.
Alertou que todo o doente sintomático respiratório, com mais de duas a três semanas, deve procurar imediatamente os serviços de saúde, sendo uma doença que trata-se no domicílio e não mata quando é descoberta na hora.
Fez saber ainda que a melhor forma de lidar com a doença é a prevenção do ponto de vista de contágio e quando acometido por um quadro de tosse, as pessoas devem recorrer as unidades de saúde mais próximas as suas residências.
Nesta perspectiva, argumentou, a instituição pretende unir-se aos órgãos da Comunicação Social local para sensibilizar as populações sobre as medidas de prevenção, para assim diminuírem as mortes na unidade, bem como a ocorrerem nos centros médicos e postos de saúde por qualquer sintoma da doença.
"A nossa intenção é de vermos reduzido o número de mortes até cinco porcento que, para tal vimos reforçados, igualmente os serviços com uma equipa de urgência em Dezembro de 2019, no sentido dos doentes que chegam em fase crítica tem um médico para poder actuar na hora, o que não existia em 2018", augurou.
A província da Huíla conta com 21 unidades capazes de assistir casos da doença, distribuídos pelos 14 municípios. A única unidade com capacidade de diagnósticos de casos complexos e tratamento é o Sanatório do Lubango, capital da província.

TPA com Angop/AG

PUBLICIDADE
voltar ao topo

o tempo