Sociedade

Responsável quer universidades focadas em soluções científicas

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UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO (ARQUIVO)

Foto: Rede Angola (Divulgação)

UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO (ARQUIVO)

Foto: Rede Angola (Divulgação)

A Direcção Nacional da Inclusão da Pessoa com Deficiência vai, a partir do próximo ano, trabalhar com as universidades para olhar a deficiência na perspectiva científica e trazer soluções para ajudar o Executivo a delimitar as suas políticas.

Esta informação foi prestada à ANGOP pelo director nacional da inclusão da pessoa com deficiência, Micael Daniel, a propósito do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, a ser celebrado a 3 de Dezembro.

Micael Daniel disse que esta temática deve ser estudada por especialistas, para apresentar relatórios credíveis, com dados concretos, com amostras, ou seja, levar o debate às universidade para se discutir a deficiência na perspectiva científica e estimular que os estudantes desenvolvam teses de licenciatura, mestrado e doutoramento.

“Hoje temos o surgimento de muitos casos de Síndrome de Down e do autismo, assuntos que exigem dos especialistas e em concreto dos estudantes universitários, interesse e apresentação de possíveis soluções.

O responsável adiantou que a ideia é trabalhar com as escolas do ensino de base e médio, para que os mais pequenos aprendam a conviver com outras com deficiência.

“É preciso haver esta socialização. Elas precisam perceber que a outra criança não é diferente. É um trabalho de consciencialização”, reforçou.

Micael Daniel disse que a acção vai começar com uma equipa do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU), com o envolvimento de profissionais de outras áreas, de forma a que o processo seja inclusivo, através de palestras, para que cresçam sem estigma.

Ressaltou, por outro lado, o cumprimento do Decreto Presidencial 12/16 de 15 de Junho, sobre a quota de vagas para a inserção no mercado de trabalho privado e público, salientando que está a ser cumprido, embora não na perspectiva desejada.

O MASFAMU e o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social estão a realizar um trabalho articulado para que, futuramente, a questão de acesso ao mercado de trabalho seja resolvido.

Como exemplo apontou a Zona Económica Especial Luanda/Bengo onde de um total de  367 funcionários 27 são pessoas com deficiência.

O “projecto mais inclusão”, que é transversal, abarca também outras áreas , sendo direcionado ao levantamento a nível das empresas  do sector público, departamentos ministeriais , repartições públicas e privadas, para o fornecimento de dados concretos do número de funcionários com deficiência que trabalham no mercado formal e a questão do género.

O projecto, lançado este ano, está numa fase experimental, sendo que em Dezembro terão os primeiros resultados.

Em relação a acessibilidade, ressaltou que houve falha técnica na construção das centralidades que devem ser corrigidas para facilitar esta franja da sociedade, assim como os edifícios antigos.

Para o responsável, se deve adaptar estes edifícios visto que muitos deles albergam repartições públicas, bem como alguns passeios que precisam de sinalização.

A Lei das Acessibilidades, aprovada pelo Executivo Angolano, em 2016, é um instrumento legal que visa impulsionar as políticas de assistência a pessoa com deficiência.

Apelou às pessoas com deficiência a não aceitar que sejam avaliadas por conta da sua condição física, mas pela competência.

Fonte: Angop/AF



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