Sociedade

Refugiada do Congo reencontra marido por acaso no Brasil

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O Brasil possui, atualmente, cerca de nove mil refugiados reconhecidos, segundo dados do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), órgão interministerial presidido pelo Ministério da Justiça. São pessoas vindas de 79 nações distintas, entre elas Síria, Angola, Colômbia, República Democrática do Congo e Palestina.

A região Sul concentra o maior número de refugiados (35% do total), seguida pelo Sudeste (31%), Norte (25%), Centro-Oeste (7%) e Nordeste (1%). Tais números não traduzem, no entanto, a dor e a superação que cada apátrida traz junto de sua pequena bagagem quando pisa em solo nacional.

São histórias como a da advogada Sylvie Mutiene, 33 anos, da República Democrática do Congo, que dão um pouco de cor às desgastadas páginas de biografias que normalmente relatam falta de oportunidade, extrema pobreza e violência no local em que cada cidadão deveria se sentir acolhido.

“A minha situação no Congo era boa até que meu marido começou a ser perseguido pelos políticos que ocupam o poder actualmente. Os militares foram até a minha casa atrás dele e bateram em mim, nos meus filhos e levaram tudo que tínhamos. Foi aí que decidi ir embora para salvar a minha vida e da minha família”, conta Sylvie.

A advogada desembarcou no Brasil com seus três filhos há três anos. O marido veio para o país um ano antes e desde então eles não tinham mais contacto. “Cheguei sem saber o que me esperava, você desembarca em um lugar que ninguém te conhece. No dia seguinte, a Cáritas (órgão vinculado à CNBB) me colocou em um abrigo com meus filhos, já que eu não tinha dinheiro nem para comprar comida”, revela.

Segundo Sylvie, a recepção no Brasil não poderia ter sido melhor, apesar das dificuldades. “Três meses depois consegui um trabalho como ajudante em uma escola, fiquei um ano e quatro meses e depois pedi demissão. Em seguida trabalhei em uma cozinha por cinco meses. Mas agora estou desempregada”.

Sua rotina actualmente é cuidar das crianças – seus filhos têm 17, 6 e 4 anos, além do mais novo, nascido no Brasil, com um ano e oito meses. E por falar em filhos, a adaptação das crianças ao novo país não foi das mais fáceis. “As crianças estranharam bastante, passamos fome também. Eles só se adaptaram mesmo quando começaram a frequentar a escola e aprender português”, conta. “Mas a gente tem que se adaptar já que estamos neste barco. Sinto muita falta do meu país, mas ainda não tenho vontade de voltar”, confidencia Sylvie.

Reencontro

Além da chance de reconstruir a vida, a vinda ao Brasil permitiu que Sylvie tivesse um novo recomeço com seu marido. Uns diriam que foi sorte, outros fruto do acaso, mas o fato é que a advogada reencontrou seu companheiro em uma visita à Cáritas, já sem esperança de vê-lo novamente.

“Um dia fui à Cáritas buscar remédio para o meu filho e a assistente social falou o nome do meu marido na minha frente! Descobri, depois de meses sem nenhuma notícia, que ele estava morando no Brasil, na casa de outro imigrante”, conta Sylvie, emocionada.

O reencontro da família deu um novo ânimo para Sylvie, contudo, as dificuldades financeiras são uma triste realidade para o casal, que está desempregado e vive na Vila Matilde, Zona Leste de São Paulo, graças à ajuda de terceiros. “Adoraria ter uma casa, ter dinheiro para pagar um aluguel”, confessa. Mas, apesar das adversidades, o sorriso impera no rosto da advogada. “Deixe a vida te levar que as coisas vão dar certo”, finaliza.

Fonte: YAHOO/BA

 

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