Sociedade

Lunda-Norte recebe verba para desastres naturais

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A Comissão de Protecção Civil da Lunda-Norte dispõe de 129 milhões e 443 mil e 510 mil Kwanzas para atender eventuais casos de calamidade este ano. A informação foi avançada pelo governador Ernesto Muangala, que é também o coordenador da Comissão Provincial.

Ernesto Muangala, que falava durante a primeira reunião ordinária da Comissão Provincial de Protecção Civil, disse que as verbas atribuídas à província para o Plano “são insuficientes, pois a Lunda-Norte é uma província bastante vulnerável a fenómenos de deslizamento de terras, surgimento de ravinas,queda de raios, devastação da fauna e da flora”.
Ernesto Muangala manifestou preocupação com “a tendência crescente” de surgimento de casas em zonas consideradas de risco. “A Co-missão de Protecção Civil deve estar em alerta para impedir construções junto a montanhas e de linhas de transportação de energia de alta tensão”, advertiu o governador.
A venda de combustível ao longo das vias públicas deve ser uma das principais preocupações da Comissão de Protecção Civil, disse Ernesto Muangala, que orientou para a montagem de sistemas de Para-raios nos novos edifícios públicos e privados em construção nos municípios da província.
Na óptica do governador, tem de ser reunidos meios logísticos e mobilizados recursos humanos para a assistên-
cia às famílias que, eventualmente, sejam vítimas de calamidades naturais. “A ajuda às populações afectadas por calamidades naturais está contemplada no pacote do Plano Provincial de Contingência”, lembrou.
Ernesto Muangala fez saber que o Governo da Lunda-Norte conta com a ajuda de parceiros sociais para eventuais acções de realojamento provisório de famílias que vivem em zonas de risco. “O apoio aos sinistrados, com bens de primeira necessidade, como cesta básica, roupa usada e materiais de construção civil, constitui também prioridade do Governo Provincial”, disse.
Dados apresentados pela Comissão Provincial de Protecção Civil e Bombeiros dão conta de que, durante o ano passado, foram registadas mais de 50 famílias que vivem em zonas de risco, e houve doze mortes provocadas por deslizamento de terras e quedas de raios.
Neste mesmo período, 568 famílias perderam as residências por terem sido destruídas por enxurradas.

FONTE:JA/AG

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