Sociedade

Jornalista intenta acção contra Polícia

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O jornalista angolano José Quiabolo, da emissora Palanca TV, apresentou, nesta quinta-feira, uma queixa-crime contra a Polícia Nacional, por alegada agressão física de agentes da corporação, praticada durante uma manifestação, em Luanda.

O acto terá ocorrido quarta-feira última, quando o mesmo cobria a manifestação contra a tomada de posse do novo presidente da Comissão Nacional Eleitoral, Manuel Pereira da Silva, no Parlamento.

Segundo José Quiabolo, agentes da Polícia Nacional teriam usado de porretes e bastiões durante as agressões, deixando-o com escoriações em várias partes do corpo.

Devido à confusão gerada, explicou, ficou "danificada" a sua câmara de trabalho e desapareceram dois telefones, além de documentos pessoais e 13 mil kwanzas.     

Sobre o assunto, o porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional, intendente Hermenegildo de Brito, afirmou que em momento algum "os agentes no local usaram da força".

"A Polícia não espancou ninguém. Se, porventura, alguém ficou ferido, pode ter sido na hora em que começaram a dispersar", declarou o oficial da corporação.

A propósito, o secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), Teixeira Cândido, repudiou a suposta atitude e considerou "inqualificável" a acção dos agentes.

"É inqualificável para uma Polícia que se quer republicana e para um Estado que se quer de direito e democrático", repudiou, afirmando que os jornalistas apenas cumpriam o seu papel de informar.

"Não se pode evocar aqui a questão de terem sido confundidos com os manifestantes, porque traziam equipamentos que permitiam à Polícia, a olho nu, identifica-los", comentou.

O sindicalista disse esperar por um "pedido de desculpas públicas" da Polícia, e encorajou todos os profissionais que terão sido agredidos a "apresentarem queixa-crime contra os agentes da corporação".  

Fonte: Angop/ AF


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