Sociedade

Greve nos centros de hemodiálise com "provável" fim à vista quarta-feira

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Paciente em Centro de hemodiálise (ARquivo)

Foto: Pedro Parente

Paciente em Centro de hemodiálise (ARquivo)

Foto: Pedro Parente

A paralisação dos Centros de Hemodiálise de Benguela e do Lobito que decorre desde segunda-feira, pode chegar ao fim nesta quarta-feira, depois de uma reunião de negociação entre as partes envolvidas a ser realizada.

Uma das consequências desta paralisação é a iminência de agravamento dos estados de saúde dos 220 pacientes que padecem de insuficiência renal crónica, cuja sobrevivência depende do tratamento que recebem nestas unidades.

Segundo o nefrologista Alcides Tomás, director clínico do Centro de Hemodiálise de Benguela, o encontro realiza-se-a na manhã de  quarta-feira envolvendo a empresa privada gestora das clínicas, membros do Conselho de Administração do Instituto Angolano do Rim (IAR), funcionários e representantes dos pacientes, na tentativa de se obter  soluções  benéfica para ambas as partes.

Apesar desta paralisação, garante que os pacientes graves,  estão a ser atendidos nas urgências para evitar o agravamento do estado de saúde, assim como alguns passos estão já a ser dados para o funcionamento  normal da instituição nas últimas horas.

Ressaltou que os apelos do director do Gabinete Provincial de Saúde de Benguela, médico António Cabinda, a que se juntaram as direcções de enfermagem das clínicas de hemodiálise, não foram suficientes para dissuadir os técnicos administrativos, enfermeiros e auxiliares que, entretanto, rejeitaram o pagamento de apenas um mês de salário que se previa adiantar.

 O responsável explica que as  esperanças dos trabalhadores e pacientes estão depositadas na reunião negocial desta quarta-feira para o possível fim da   paralisação, desde que sejam satisfeitas as exigências colocadas na mesa.

“Esperamos que a situação seja resolvida o mais brevemente possível”, augura o nefrologista, admitindo, porém, que sem o tratamento a  tempo , a resistência dos pacientes que padecem de  insuficiência renal crónica vai de 48 a 72 horas, dependendo dos cuidados a receber.  

“O tempo de resistência é relativo (…) São pacientes que não devem ingerir alimentos com elevado teor de potássio e sódio. De contrário, em menos de 24 não resistem”,alerta.

Ciente de que os pacientes correm risco de morrer,caso as razões da greve não sejam desbloqueadas, Alcides Tomás insiste em apelar às estâncias superiores, nomeadamente Governo Provincial de Benguela e Ministério da Saúde para que tomem medidas urgentes, assim evitando que o quadro clínico dos pacientes se complique nas próximas 24 horas.

Por detrás desta paralisação dos Centros de Hemodiálise de Benguela e do Lobito está a falta de pagamento de seis meses de salários aos cerca de 120 funcionários, entre técnicos administrativos, enfermeiros e auxiliares de limpeza.

Fonte: Angop/AF

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