Sociedade

Autoridades sanitárias intensificam medidas de prevenção contra ébola

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FRONTEIRA DO LUVO, PROVÍNCIA DO ZAIRE

Foto: António Escrivão

FRONTEIRA DO LUVO, PROVÍNCIA DO ZAIRE

Foto: António Escrivão

As autoridades sanitárias no posto fronteiriço do Luvo, município de Mbanza Kongo, Zaire, intensificaram, nos últimos dias, o controlo de cidadãos provenientes da República Democrática do Congo (RDC) para a triagem de eventuais casos sintomáticos da ébola.

A medida surge para conter eventual alastramento do surto que ressurgiu naquele país vizinho para Angola, segundo o supervisor municipal da promoção da saúde pública, Miguel Diabanza, que falava nesta segunda-feira, à Angop, em Mbanza Kongo.

Explicou que com base a essa triagem será possível detectar eventuais casos suspeitos para o seu imediato isolamento, num centro de quarentena preparado para o efeito nesta localidade fronteiriça.

Lembrou como principais sintomas da ébola, a febre alta, diarreia, dores corporais, assim como as hemorragias, este último manifesta-se na fase avançada da enfermidade.

Assegurou que o posto de quarentena do Luvo, criado em 2015 para fazer face ao primeiro surto do vírus da ébola surgido na RDC em 2014, dispõe de meios humanos e materiais para responder aos primeiros socorros, destacando a existência de equipamentos de bio-segurança para os funcionários.

A par destas medidas, Miguel Diabanza, disse também que o sector no município está a realizar campanhas de educação e sensibilização da população sobre os cuidados a observar para se prevenir desta doença infecciosa.

As campanhas decorrem em hospitais, centros de saúde, mercados, igrejas e nas comunidades, assim como através dos meios de comunicação social.

“Em caso de situação suspeita, a população deve evitar entrar em contacto directo com os fluidos dos pacientes e comunicar de imediato às autoridades sanitárias mais próximas”, aconselhou.

Alertou os funcionários, efectivos da polícia nacional e outros cidadãos que vivem nas zonas fronteiriças a evitarem manter relações sexuais ocasionais, lembrando a doença da ébola transmite-se também através das secreções vaginais e do sémen.

O posto fronteiriço do Luvo, dista 60 quilómetros a norte da cidade de Mbanza Kongo, sendo um recinto bastante frequentado por cidadãos nacionais que acorrem ao mercado transfronteiriço, que decorre nos finais de semana, do lado angolano e da RDC, de forma alternada.

A localidade é considerada a principal porta de saída e entrada de cidadãos nacionais e estrangeiros de Angola para o país vizinho, e vice-versa.

Fonte: Angop/AF

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