Sociedade

Angola suspende repatriamento de refugiados da RDC

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A informação foi avançada nesta quinta-feira (19) pelo chefe do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) na Lunda Norte, Daniel Roger Tam, tendo sublinhado que o adiamento se deve à falta de condições de acolhimento nas províncias de Kassai e Kassai Central, na RDC.

Para ultrapassar o impasse, o responsável do ACNUR disse que a organização está a trabalhar com o governo congolês para que o processo comece na próxima semana.
Daniel Roger Tam afirmou que estão disponíveis cinco viaturas, alimentação e técnicos para apoiar o repatriamento logo que as autoridades congolesas confirmem as condições para o acolhimento dos refugiados.

Os quatro mil refugiados fazem parte de um grupo de nove mil que ainda se encontram assentados no campo do Lóvua.

Neste processo, o ACNUR assegura cerca de 20 mil francos congoleses (80 dólares norte-americanos) para a reintegração socioeconómica dos regressados.
Durante o repatriamento voluntário e espontâneo regressaram à RDC 14.724. Deste número 3. 772 são homens, 7.974 crianças e 2.978 mulheres, dos 18. 800 previstos.

O repatriamento voluntário teve início a 19 de Agosto quando um grupo de refugiados decidiu unilateralmente regressar ao país de origem voluntaria e espontaneamente.

O total de cidadãos da RDC na altura acolhidos em Angola, na província da Lunda Norte, em particular, atingiu os 35 mil, destes, 23.684 foram acolhidos no campo de refugiados do Lóvua, enquanto os restantes 11.316 estavam distribuídos pelas comunidades da província.
A migração destes cidadãos derivou da violência generalizada causada por tensões políticas e étnicas na República Democrática do Congo (RDC) em Maio de 2017.

TPA com Angop/EG

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