Política

Presidente da República na Tanzânia

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PRESIDENTE DA REPÚBLICA, JOÃO LOURENÇO, NA TANZÂNIA PARA CIMEIRA DA SADC

Foto: Clemente dos Santos (Angop)

PRESIDENTE DA REPÚBLICA, JOÃO LOURENÇO, NA TANZÂNIA PARA CIMEIRA DA SADC

Foto: Clemente dos Santos (Angop)

O Presidente da República, João Lourenço, chegou nesta sexta-feira a Dar es Salaan, Tanzânia, para participar na 39ª Cimeira Ordinária de Chefes de Estado e de Governo da SADC.

A chegada, João Lourenço recebeu cumprimentos de boas vindas do ministro das Terras e Desenvolvimento de Assentamentos Humanos, William Lukuvi, e do embaixador de Angola na Tanzânia, Sandro de Oliveira.

Esta noite o Chefe de Estado Angolano participa numa mini-cimeira da Troika, com os Presidentes da Zâmbia, Edgar Lungu, e do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa.

A 39ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) vai decorrer sábado e domingo, na capital tanzaniana.

No evento que conta com a participação de16 Chefes de Estados e de Governo, ou seus representantes, estará em evidência a discussão de questões de interesse político, económico e social, com realce para a implementação da estratégia e roteiro para a industrialização da região no período 2015-2063.

A sessão de abertura será marcada por intervenções da Secretária Executiva da SADC, Stergomena Lawrence Tax, do Presidente da República Unida da Tanzânia, John Pombe Joseph Magufuli, da Secretária Executiva da Comissão Económica das Nações Unidas para África, Vera Songwe, e do presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina.

A Tanzânia vai assumir a presidência rotativa da organização regional por um período de um ano, pelo que o Presidente tanzaniano, John Magufuli, que ocupa presentemente a vice-presidência da SADC, assumirá a liderança, em substituição do seu homólogo da Namíbia, Hage Geingob.

Três nações estreantes

Os líderes da República do Madagáscar, Andry Nirina Rajoelina, da República Democrática do Congo (RDC), Félix Antoine Tshisekedi Tshilombo, e de Comores, Azali Assoumani, que se estreiam na cimeira, vão, igualmente, discursar na cerimónia de abertura.

Os presidentes da RDC e do Madagáscar venceram as recentes eleições realizadas nos respectivos países, enquanto Comores foi admitido membro da SADC aquando da reunião da Namíbia, em 2018.

Desafios e estratégias

Durante a Cimeira, devem ser aprovados três programas de suporte a implementação do lema do encontro, nomeadamente o Apoio para a Melhoria do Ambiente de Investimento e de Negócios (SIBE), Apoio a Industrialização e aos Sectores Produtivos (SIPS) e o Programa de Facilitação do Comércio (TFP).

A SADC enfrenta vários desafios, entre os quais a integração económica num espaço regional de mais de 200 milhões de consumidores.

A estratégia de industrialização da SADC, adoptada em Abril de 2015, visa alcançar uma economia mais avançada e a transformação tecnológica a nível nacional e regional que permita acelerar o crescimento através do desenvolvimento industrial.

Um plano de acção aprovado dois anos mais tarde (Março de 2017) aponta que as suas acções devem ter como referência os três pilares da estratégia e as actividades necessárias, assim como a importância de libertar o potencial industrial desta região.

Esses três pilares são os de expandir a infra-estrutura, fortalecer a cadeia de valores e desenvolvimento do corredor que liga estes Estados da África Austral.

Criada a 17 de Agosto de 1992, em Windhoek, a SADC tem como objectivo promover o crescimento e desenvolvimento económico e sustentável, aliviar à pobreza, aumentar a qualidade de vida dos povos da região, bem como prover auxílio aos mais desfavorecidos.

A SADC é composta por 16 Estados, nomeadamente Angola, África do Sul, Botswana, República Democrática do Congo (RDC), Comores, E-swatini (antiga Swazilândia), Lesotho, Madagascar, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Seychelles, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.

TPA com Angop/AF

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