Política

PR reafirma início do repatriamento coercivo para Dezembro

dd

Presidente João Lourenço na 2ª colectiva com jornalistas no palácio

Foto: TPA Multimédia

Presidente João Lourenço na 2ª colectiva com jornalistas no palácio

Foto: TPA Multimédia

O Presidente da República, João Lourenço, reafirmou hoje, em Luanda, que o repatriamento coercivo de capitais começa a contar a partir de 26 de Dezembro.

O Chefe de Estado fez esta declaração em entrevista colectiva à imprensa nacional e estrangeira que concede no Palácio Presidencial.

Considerada ser cedo para se falar em sucesso ou fracasso do programa de repatriamento, por não haver necessidade de se correr.

“É um fenómeno que ocorreu ao longo de anos e não me parece que pudéssemos resolver em seis meses, referente ao período de graça”, frisou.

Para João Lourenço, o facto de haver um prazo de início do programa, “não é justo” pensar-se que na data exacta todos os recursos regressam ao país.

“Arranca a 26 de Dezembro e não tem data limite. Pode levar dez anos, 20 anos, leva o tempo que for necessário, no meu mandato ou de quem me for substituir nos próximos anos. Isto é um programa para ter continuidade”, sublinhou.

No quadro da dotação orçamental para o sector agrícola, João Lourenço deixou claro que o aumento do valor para este sector ainda não é suficiente, mas relativamente melhor comparado ao alocado no orçamento anterior.

O estadista clarificou tratar-se, apenas, de um orçamento destinado a apoiar os camponeses, uma vez que os fazendeiros têm a banca ao dispor, desde que demonstrem capacidade de reembolso.

Para o exercício de 2019, o orçamento para Agricultura, aprovado a 14 deste mês pelo Parlamento Angolano, excluindo caça e pesca, será de 179 mil milhões, 47 milhões, 209 mil e 314 kwanzas (1,6%). No exercício (2018), o sector foi contemplado com apenas 29 mil milhões, 149 milhões, 338 mil e 969 kwanzas (0,30% do total da dotação orçamental).

O Presidente referiu que a melhoria dos indicadores económicos, como as taxas de inflação e de câmbio, estabilidade macroeconómica e crescimento económico, com base nas medidas e políticas que estão a ser adoptadas, permitirá melhorar as condições de vida dos cidadãos.

Uma dessas medidas, segundo João Lourenço, foi o início das negociações com o FMI, que culminou com um acordo para a assistência financeira no valor de 3,7 mil milhões de dólares, dos quais quase mil milhões já se encontram nas contas do Estado.


Fonte: Angop / EB

PUBLICIDADE
voltar ao topo

o tempo