Política

Novo secretário-geral da ACP conhecido hoje

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CENTRO DE CONFERÊNCIAS DO QUÉNIA QUE ACOLHE A CIMEIRA DA ACP

Foto: Alberto Julião (Angop)

CENTRO DE CONFERÊNCIAS DO QUÉNIA QUE ACOLHE A CIMEIRA DA ACP

Foto: Alberto Julião (Angop)

O nome do novo secretário-geral do grupo África, Caraíba e Pacífico, cargo a que concorre o embaixador Georges Chicoti, é anunciado hoje, em Nairobi, durante a sessão do Conselho de Ministros desta organização.

Sexta-feira, o actual embaixador de Angola na Bélgica, Georges Chicoti, tal como os outros candidatos ao cargo de secretário-geral, foi auditado pelo Bureau do Conselho de Ministros da ACP que apresentará a sua apreciação na sessão de hoje do Conselho de Ministros.

O cargo para secretário-geral da ACP é assumido rotativamente por sub-regiões desta organização que deve apresentar três candidatos. Para o mandato 2020-2025 está indicada a África Austral que apresentou, além do angolano, as candidaturas do Malawi (Brave Rona Ndisale) e Zimbabwe (Chifamba Tadeous Tafinyika).

O Conselho de Ministro antecede a sessão da cúpula dos ACP, que reúne chefes de Estado e de Governos da organização.

A 9ª Cimeira dos ACP (de 6 a 10 deste mês em Nairobi, Quénia) realiza-se sob o lema “Um grupo Acp transformado e engajado para o reforço do multilateralismo.

Cooperação por uma boa governação em matéria de paz e segurança, luta contra o terrorismo, extremismo, violência e sua erradicação, Mudanças climáticas e Gestão de Oceanos são temas em discussão na cimeira.

Segundo especialistas, a Cimeira chega a um momento auspicioso para o Grupo ACP, que se prepara para finalizar as negociações pós-Cotonu, bem como a revisão de seu Ato Constitutivo, o Acordo de Georgetown.

O ainda secretário-geral da ACP, Patrick Gomes, considera a 9ª Cimeira “Uma oportunidade decisiva para garantir o endosso da liderança da organização, em princípio, ao Acordo Pós-Cotonu, com vista à sua assinatura”.

“Estamos ansiosos para explorar como podemos avançar o compromisso com o multilateralismo pelos Chefes de Estado e de Governo ACP para alcançar a Agenda 2030 da ONU e, assim, atender às necessidades actuais e futuras dos cidadãos nas regiões da África, Caribe e Pacífico” – disse.

Os líderes definirão as principais orientações da política geral do Grupo ACP para os próximos anos e fornecerão ao Conselho de Ministros directrizes apropriadas para sua implementação.

Além disso, a Cúpula fará um balanço da cooperação do Grupo com a União Europeia, seu principal parceiro de desenvolvimento.

As cimeiras da ACP ocorrem em média a cada dois ou três anos em um Estado-Membro. Elas dão aos líderes do Grupo, com 79 membros, a oportunidade de rever os principais desenvolvimentos de interesse e preocupação para seus membros no cenário internacional em geral, e nos Estados ACP em particular.

A primeira Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo dos países ACP foi realizada em Libreville, Gabão, em 6 e 7 de Novembro de 1997, durante a qual os seus líderes comprometeram-se reunir-se regularmente.

Consequentemente, os ACP passaram a realizar a sua cúpula em média a cada dois anos.

De 25 a 26 de Novembro de 1999 reuniram-se em Santo Domingo (República Dominicana); em 18 e 19 de Julho de 2002 em Nadi (Fiji);  de 23 a 24 de Junho de 2004 em Maputo (Moçambique); em 7 e 8 de Dezembro de 2006, em Cartum (Sudão); de 2 a 3 de Outubro de 2008 em Accra (Gana); na Guiné Equatorial (Malabo), de 13 e 14 de Dezembro de 2012 e na Papua Nova Guiné (Port Moresby), de 31 de Maio a 1 de Junho de 2016.

O Grupo de Estados da África, Caribe e Pacífico (ACP) é uma organização criada pelo Acordo de Georgetown em 1975.

Os principais objetivos do Grupo ACP concentram-se no desenvolvimento sustentável de seus Estados-Membros e na sua integração gradual na economia global; coordenação das atividades do grupo ACP, no âmbito da implementação dos acordos de parceria ACP-UE; consolidação da unidade e solidariedade entre os países ACP e estabelecimento e consolidação da paz e estabilidade em uma sociedade livre e democrática.

Fonte: Angop/AF

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