Política

Novo líder do MPLA mantém a linha de "grande reformista"

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João Lourenço assume a liderança do MPLA

Foto: Pedro Parente /08.09.2018

João Lourenço assume a liderança do MPLA

Foto: Pedro Parente /08.09.2018

O novo presidente do MPLA, João Manuel Gonçalves Lourenço, que sucede José Eduardo dos Santos, proferiu o seu primeiro discurso com flechas lançadas à corrupção, ao nepotismo, à impunidade e à bajulação. Esta última é um outro mal que muita gente usa para cair na graça do “chefe”. Por isso:

“Os males a corrigir, e não só, mas sobretudo a combater, são, a corrupção, o nepotismo, a bajulação e a impunidade, que se implantaram no nosso país nos últimos anos e que muitos danos causam à nossa economia, afectam a confiança dos investidores, porque minam a reputação e credibilidade do país.Estes males apontados aqui são o inimigo público número um, contra o qual temos o dever e a obrigação de lutar e de vencer”, assegurou João Lourenço.

O líder chamou ao partido a responsabilidade primária deste desafio, que promete não dar tréguas a ninguém.

“Nesta cruzada de luta, o MPLA deve tomar a dianteira, ocupar a primeira trincheira, assumir o papel de vanguarda, de líder, mesmo que os primeiros a tombar sejam militantes ou mesmo altos dirigentes do Partido, que tenham cometido crimes, ou que, pelo seu comportamento social, estejam a sujar o bom nome do Partido”.

João Lourenço foi mais além no seu discurso de encerramento do VIº Congresso Extraordinário realizado no Centro de Conferências de Belas.

“Não confundiremos nunca a necessidade de se promover uma classe empresarial forte e dinâmica, de gente honesta que, com o seu trabalho árduo ao longo dos anos produz bens e serviços e cria emprego, com aqueles que têm enriquecimento fácil, ilícito e, por isso, injustificável, feito à custa do erário público, que é património de todos os angolanos”.

O substituto de Eduardo dos Santos apontou o dedo dentro do partido.

“No caso de estes últimos serem militantes, responsáveis ou dirigentes do MPLA, não permitiremos que comportamentos condenáveis desta minoria gananciosa manche o bom nome deste grande Partido, que foi criado com suor e sangue para defender uma causa nobre. Abracemos todos esta luta difícil, mas honrosa, que vai salvar a nossa economia, vai salvar o nosso país, vai garantir um futuro melhor para a gerações vindouras”.

João Lourenço faz rotura ao passado de militância.

“Vamos construir um Partido em que ser do MPLA não signifique necessariamente abrir uma porta para alcançar benesses com facilidade, estar mais próximo da possibilidade de ser nomeado Ministro, Governador ou Embaixador, ser do MPLA deve significar, sobretudo, servir Angola e os angolanos”, frisou.

O Presidente do MPLA e da República promete olhar mais para fora do partido.

“Aproximemo-nos mais dos verdadeiros representantes da sociedade civil, dos fazedores de opinião, independentemente das posições que defendam, se nos são favoráveis ou não. Tenhamos sempre presente que não há verdades absolutas e que é da diversidade que nasce a luz e o progresso”, declarou.

“Urge, ainda, que os militantes que ocupam cargo de responsabilidade no aparelho do Estado coloquem sempre o interesse nacional acima dos interesses individuais ou de grupos de interesse”, ordenou João Lourenço.

E os agradecimentos não faltaram no primeiro discurso do líder do MPLA.



“Agradeço o facto de a Direcção do Partido ter apostado mais uma vez na minha pessoa como o candidato ao cargo de Presidente do MPLA e de ter merecido o voto de confiança da grande maioria dos delegados deste Congresso, em representação de toda a massa militante, que acaba de me eleger como o 5º Presidente do glorioso MPLA, depois de nomes como Elídio Tomé Alves Machado, Mário Coelho Pinto de Andrade, António Agostinho Neto, para os quais peço uma efusiva salva de palmas”.



A vénia também foi dirigida ao presidente emérito do partido.



“Saúdo também o Camarada José Eduardo dos Santos, por ter dedicado toda uma vida à causa do nosso Partido e da Nação, numa conjuntura difícil da chamada guerra fria, com a ameaça constante do regime do apartheid. Neste momento em que deixa a política activa, os militantes do MPLA e o povo angolano em geral guardarão para sempre na sua memória a imagem do estadista que, entre outros feitos, trouxe a tão almejada paz definitiva, o perdão e a reconciliação nacional entre irmãos antes desavindos. Os actos de homenagem que vêm decorrendo um pouco por todo o país são, exactamente, a manifestação de gratidão dos angolanos ao Arquitecto da Paz”.



Com tudo na mão, João Lourenço faz-se a estrada para executar as tão almejadas reformas visando o foco principal do partido: Corrigir o que está mal e melhorar o que está bem.

TPA / Eliseu Botelho

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