Política

MPLA assegura paz e democracia - José Eduardo dos Santos

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José Eduardo dos Santos, Presidente emérito do MPLA

Foto: Pedro Parente /08.09.2018

José Eduardo dos Santos, Presidente emérito do MPLA

Foto: Pedro Parente /08.09.2018

O MPLA conquistou e consolidou a independência nacional, manteve a integridade territorial e assegurou a conquista da paz, a reconciliação nacional e a democracia, expressou neste sábado, em Luanda, o líder cessante desta formação política, José Eduardo dos Santos.

O político, que discursava na cerimónia de abertura do VI Congresso Extraordinário do MPLA, que teve como ponto alto a eleição de João Lourenço à liderança do partido.

José Eduardo dos Santos, que assumiu a presidência do MPLA a 21 de Setembro de 1979, adiantou que, em todas as vertentes de luta que visam aperfeiçoar a sociedade e garantir aos seus cidadãos os seus plenos direitos, o partido no poder situou-se sempre na linha da frente.

“Todos juntos, jovens, mulheres, homens, militantes e povo em geral nos batemos pela edificação deste grande movimento, deste grande monumento que se chama o partido MPLA”, expressou.

Apesar de tudo, disse ser um edifício que nunca estará concluído porque a dialéctica da vida exige que seja constantemente aperfeiçoada, a fim de fazer face às exigências de cada momento específico do desenvolvimento económico, social e cultural do país, onde ele se insere como um corpo vivo, que procura catalisar todas as transformações que ocorrem ao longo da história da nação angolana.

Por esta razão, notou que o MPLA, embora preserve a sua matriz fundacional, passou por imensas transformações desde 1979, altura em que ele assumiu a sua presidência do partido.

Aclarou que o contexto interno e internacional exigiu a sua evolução para um partido aberto a todos os sectores e extractos sociais que preconizava o desenvolvimento com base na economia de mercado.

Coesão e unidade

O novo presidente do MPLA deverá manter o partido no rumo certo, o que implica preservar os princípios e valores, manter a unidade e coesão, estimular os militantes, aprimorar a organização, mobilizar o povo e o eleitorado, afim do partido obter novas vitórias, afirmou José Eduardo dos Santos.

Para o líder cessante, a grande tarefa que se vai colocar a todos esta relacionada com a forma de como levar o partido, desde o ponto em que se encontra no presente.

No momento de saída, José Eduardo dos Santos apelou os militantes para que continuem a trilhar os caminhos preconizados pelas figuras cimeiras da história recente, que estiveram na base da fundação e construção do MPLA.

“Entre estas figuras, destaco a proeminente figura de António Agostinho Neto”, referiu o presidente cessante augurando que se encontre, nos mesmos, o estímulo necessário para a vontade firme de se combater a pobreza e a exclusão, de se promover o bem-estar social e de preservar a paz e a estabilidade.

Na sua última intervenção na qualidade de presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos manifestou a sua profunda gratidão a todos quanto com zelo e dedicação apoiaram durante estes anos, tornando possível o seu crescimento e fortalecimento.

Reconhecimento de erros

O presidente cessante do MPLA declarou que procurou, ao longo desses anos, dar o melhor de si, aquilo que estava ao alcance das suas forças, das suas capacidades intelectuais alicerçadas nas profundas convicções políticas e ideológicas que, desde a juventude, nortearam a sua vida. Admitiu, entretanto, que também cometeu erros no exercício das suas funções.

“Não existe, naturalmente, qualquer actividade humana isenta de erros e assumo que também os cometi”, disse ainda José Eduardo dos Santos, acrescentando que “alguns dos camaradas aqui presentes sabem que eu nunca ambicionei tal cargo (de presidente) e pouco pensei que pudesse permanecer no mesmo tantos anos, mas as circunstâncias históricas e políticas assim determinaram”.

O congresso decorreu neste sábado (8 de Setembro) no Centro de Conferências de Belas e elegeu João Manuel Gonçalves Lourenço com 2.309 votos dos delegados presentes num pleito que registou 100 votos nulos, 27 contra e seis abstenções.

Participaram 2.442 delegados ao congresso, em que José Eduardo dos Santos passou o testemunho da presidência do MPLA a João Lourenço.

TPA com Angop / EB

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