Política

EUA disponibilizam 3,5 milhões para o combate à Covid-19

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Os Estados Unidos têm disponíveis 3,5 milhões de dólares para apoiar o fortalecimento da resposta de Angola à pandemia da Covid-19, anunciou ontem, em Luanda, a embaixadora Nina Maria Fite.

Em declarações à imprensa, no termo de uma audiência que lhe foi concedida pelo Presidente da República, João Lourenço, a embaixadora dos EUA afirmou que o objectivo é apoiar o Governo na aquisição de suprimentos de laboratório e de biossegurança, incluindo reagentes para testes, maximizar as actividades de vigilância da Covid-19, garantir a segurança dos profissionais de Saúde, atenuar a propagação nas instalações de saúde e reforçar as estruturas de operações de emergência.

A contribuição inicial de 3,5 milhões de dólares pro-vém do Centro de Controlo de Doenças dos Estados Unidos (CDC), no âmbito dos investimentos globais de longo prazo para controlar o VIH/Sida, Tuberculose e Malária, erradicar a pólio e preparar-se para a gripe e outras doenças endémicas. Nina Maria Fite aplaudiu a decisão do Presidente João Lourenço em fechar o país, num cenário difícil, que pode ser, também, prejudicial à economia, embora seja, ao mesmo tempo, a melhor medida a adoptar para lutar contra a Covid-19. "Achamos que tomou uma decisão muito corajosa", disse a diplomata, que assinalou: "estamos juntos nesta luta".

Desde 2002, o CDC ajuda o Ministério da Saúde a melhorar a segurança e lançou os alicerces para se preparar rápida e eficazmente para enfrentar as ameaças de doenças emergentes, incluindo a actual pandemia. Desde o início de Janeiro de 2020, o CDC apoia o destacamento de cerca de 30 técnicos especialistas baseados em Angola, para apoiar o país na preparação e resposta à pandemia da Covid-19.

Esses especialistas, treinados no CDC, estão a trabalhar lado a lado com técnicos de saúde angolanos, no Laboratório Nacional de Saúde Pública e como parte da resposta da linha da frente de combate ao surto. A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) disponibilizou 570 mil dólares para limitar a transmissão de pessoa para pessoa, prevenir e controlar as infecções nas principais instalações de saúde, comunicar informações sobre riscos críticos e ajudar a fornecer água e saneamento básico.

A USAID disponibilizou, também, 500 mil dólares para ajudar a melhorar a aquisição de medicamentos e outros produtos de saúde, como parte da resposta à Covid-19. Aproximadamente 380 mil dólares do programa da USAID de água, saneamento e higiene vão para medidas preventivas, melhorando o acesso à água potável nas comunidades em risco.

Além disso, o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para Alívio da Sida (PEPFAR) está a contribuir para a resposta à Co-vid-19 em Angola, através da formação de pessoal do Ministério da Saúde que traba-lha em instalações sanitárias sobre o uso adequado de técnicas de biossegurança du-rante a colheita e processamento de espécimes em laboratório. O PEPFAR está, também, a trabalhar com o Laboratório Nacional de Saúde Pública para desenvolver ferramentas de recolha de dados, formação e protocolos para testes de rastreio de contactos da Covid-19. A formação e os instrumentos vão aumentar a capacidade de Angola conter a propagação da pandemia e reduzir o risco de exposição das pessoas que vivem com o VIH.

JA

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