Política

China quer reforçar cooperação com Angola

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PRES. JOÃO LOURENÇO (À DIR.) COM O EMB. DA CHINA, GONG TAO (À ESQ.)

Foto: Macauhub (divulgação)

PRES. JOÃO LOURENÇO (À DIR.) COM O EMB. DA CHINA, GONG TAO (À ESQ.)

Foto: Macauhub (divulgação)

As autoridades chinesas reafirmaram, nesta terça-feira, em Luanda, a intenção de intensificar a cooperação com Angola, particularmente no domínio da industrialização.

O interesse foi manifestado pelo embaixador da China em Angola, Gong Tao, que disse pretenderem construir fábricas de montagem de viaturas, navios pesqueiros e postos de reciclagem,  a fim de alargar a rede de indústrias e o mercado de emprego local.

Actualmente, a cooperação entre os dois países está concentrada nos domínios da agricultura, petróleos e construção civil. Segundo dados recentes, o volume de negócios entre os dois Estados ultrapassou os 26 biliões de dólares, só em 2018.

No primeiro trimestre de 2018, por exemplo, as trocas comerciais cresceram 22,4 por cento, tendo atingido, no período, 6,80 mil milhões de dólares norte-americanos.

Dados oficiais apontam que, nessa época, a China vendeu a Angola produtos avaliados em 481 milhões de dólares e comprou mercadorias avaliadas em 6,32 mil milhões de dólares.

A propósito da cooperação, o embaixador da China, que falava num encontro com jornalistas, adiantou que na área de investimento há empresas chinesas, nesta altura, a efectuarem pesquisa de mercado em Angola sobre as oportunidades e áreas de intervenção.

Face ao crescente número de empresários chineses em Angola, Gong Tao apelou às autoridades angolanas no sentido de reforçarem a segurança, para evitar incidentes ou fatalidades não só de cidadãos do seu país mas também de angolanos.

O embaixador adiantou que desde 2002, ano em que se reforçou a presença do seu país em Angola, a China reparou dois mil e 800 quilómetros de ferrovia,  20 mil quilómetros de estradas, construiu 100 mil habitações sociais, mais de seis escolas e hospitais, obras que servem para apoiar o desenvolvimento económico e social angolano.

No âmbito dos memorandos existentes, Angola tem levado à China petróleo, bebidas alcoólicas e sumos, produtos com grande aceitação no mercado chinês.

Durante o encontro, o diplomata chinês fez ainda menção à iniciativa “Faixa e Roda”, proposta que atende as necessidades para o desenvolvimento de vários países, aderido por mais de 163 países e organizações internacionais .

A China tem dado importância à cooperação com países do continente africano.  “Só com esforços conjuntos, a estratégica vai ter um futuro brilhante“, afirmou o diplomata.

Afirmou que Angola está a promover a diversificação económica e atrair investimento internacional, para terminar a dependência económica no petróleo, iniciativas em linha com o plano de desenvolvimento 2018-2022.

Fonte: Angop/AF

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