Política

Chefe de Estado considera perigosa situação na RCA

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O Chefe de Estado Angolano, João Lourenço, considerou injusta e perigosa a actual situação na República Centro África (RCA), onde o Governo está impedido, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, de equipar o seu exército para fazer face às investidas dos rebeldes.

João Lourenço, que falava na cerimónia de cumprimentos de ano novo do corpo diplomático em Angola, lembrou que na RCA as forças rebeldes têm registado avanços preocupantes no terreno militar.

“Este facto preocupa-nos bastante porque o governo da República Centro Africana está condicionado e limitado na sua acção de defesa do território nacional, segurança e protecção do seu país pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas que o impede de equipar o seu exército com os meios necessários para fazer face às investidas dos grupos rebeldes que actuam no país” - disse o estadista angolano.

“Temos apelado repetidas vezes para que se reveja esta situação, a nosso ver injusta e perigosa” – avançou João Lourenço na presença de 92 individualidades do corpo diplomático.

A República Centro-Africana caiu no caos e na violência desde 2013, depois do derrube do ex-presidente François Bozizé por vários grupos juntos na designada Séléka (que significa coligação na língua franca local), o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti balaka.

O conflito neste país já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados e colocou 2,5 milhões de pessoas a necessitar de ajuda humanitária.

O governo do Presidente Faustin-Archange Touadéra, um antigo primeiro-ministro que venceu as presidenciais de 2016, controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por mais de 15 milícias que, na sua maioria, procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

Fonte: Angop/AF

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