Política

Burla dos 50 mil milhões: Supremo chumba recurso e abre caminho para julgamento

dd

O Tribunal Supremo julgou improcedente o recurso ao despacho de pronúncia do caso dos 50 mil milhões USD, em que está envolvido o antigo director-geral da Unidade Técnica para o Investimento Privado, Norberto Garcia, soube o Novo Jornal junto do advogado de defesa deste.

"Há uma improcedência de recurso. Mas não cabe a mim pronunciar-me sobre o mérito ou desmérito desta decisão", disse a este jornal o advogado Evaristo Maneco, acrescentando que "sempre houve a cristalização da ideia de que este assunto tinha de ser levado a julgamento".

Entretando, o Tribunal Provincial de Luanda marcou para o dia 14 o início do julgamento do chamado "caso da burla tailandesa”, em que mais de uma dezena de pessoas são acusadas de, entre outros crimes, tentar burlar o Estado em cerca de 50 mil milhões de dólares.

A confirmação da data do julgamento foi feita à VOA por familiares do antigo secretário para Informação do MPLA e ex-director da Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), Norberto Garcia, um dos acusados e que se encontra em prisão domiciliária.

Entre os indiciados está também general José Arsénio Manuel, quem como os demais, responde pela prática dos crimes de associação criminosa, fabrico e falsificação de títulos de crédito, falsificação de documentos e uso de documento falso, por burla por defraudação na forma frustrada, promoção e auxílio à imigração ilegal e tráfico de influência.

Em prisão preventiva estão também Celeste de Brito António e Cristian Albano de Lemos (angolanos), Raveeroj Ritchchoteanan, Monthita Pribwai, Manin Wantchanon, Theera Buapeng, (de nacionalidade tailandesa), Andre Louis Roy (do Canadá) e Million Isaac Haile (da Eritreia).

Norberto Garcia está acusado da alegada prática dos crimes de associação criminosa, fabrico e falsificação de títulos de crédito, falsificação de documentos e de uso de documentos falsos, burla por defraudação na forma frustrada, promoção e auxílio à imigração ilegal e tráfico de influência.


Fonte: NJOnline e VOA / EB

PUBLICIDADE
voltar ao topo

o tempo