Política

Angola quer incremento das relações parlamentares com Itália

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Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos

Foto: Rosario dos Santos (Angop)

Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos

Foto: Rosario dos Santos (Angop)

O presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, convidou esta quinta-feira, em Luanda, o Chefe de Estado italiano, Sergio Mattarella, a intermediar o incremento da cooperação parlamentar entre os dois estados.

Fernando da Piedade Dias dos Santos ressaltou que a perspectiva das relações parlamentares entre Angola e a Itália “são francamente boas e desejamos consolidá-las através de acções concretas”.

O presidente do parlamento angolano, que falava na Reunião Plenária solene por ocasião da visita do Presidente italiano a Angola, disse estar ciente de que o aprofundamento das relações contribuirá para "um maior" estreitamento dos laços entre os dois países e povos.

Lembrou que ao lançarem a pedra para a cooperação parlamentar, sabiam todos que os dois estados e governos já avançaram imenso em matéria de cooperação em vários domínios da vida económica e social.

Disse que esta decisão foi ganhando consistência com a troca de delegações entre os dois parlamentos, incluindo a visita realizada por uma delegação parlamentar angolana à Itália, em Abril de 2017.

Fez saber que os dois países mantêm relações de amizade e de cooperação há quatro décadas, “tempo suficiente para serem consideradas maduras, frutuosas e promissoras, porque são mutuamente vantajosas”.

Fernando da Piedade Dias dos Santos aproveitou a ocasião para agradecer o apoio do povo italiano à causa libertária do país, quando, no início do moderno nacionalismo angolano, acolheu no seu solo pátrio a representação, na Europa, dos movimentos históricos da luta pela liberdade angolana.

A Itália foi, também, o primeiro país da Europa ocidental a reconhecer, em 18 de Fevereiro de 1976, a independência de Angola, tendo, a 4 de Junho do mesmo ano, estabelecido relações diplomáticas com Angola.

Na sua dissertação, fez uma breve caracterização do parlamento angolano depois das eleições de 23 de Agosto de 2017, “realizadas num ambiente de estabilidade política e sob o signo de uma transição pacífica”.

Ressaltou que, esta estabilidade política permitiu às instituições do Estado definir uma agenda política, económica e social, para a consolidação do Estado democrático e de direito e para a realização do bem comum.

De entre essas acções, destacou a transparência na gestão da coisa pública, a criação de um melhor ambiente de negócios e o processo para a diversificação da economia, a fim de libertar o país da dependência do petróleo.

Recordou que Angola conta com o apoio dos parceiros privilegiados, entre os quais a República da Itália, para o seu desenvolvimento económico e social.
 
Fonte: Angop/AF


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