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Plano 2018/2022 pretende atingir energias renováveis

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PARTICIPANTES NA MESA REDONDA

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O plano de acção do sector eléctrico 2018/2022 pretende abranger 500 Megawatt’s de geração em energias renováveis, com investimento privado, afirmou esta sexta-feira, em Luanda, o secretário de Estado da Energia, António Belsa da Costa.

Num discurso, durante uma mesa-redonda, sobre “A matriz energética de Angola”, o responsável considerou que o crescimento dos indicadores do sector eléctrico, durante o quinquénio, tem um impacto positivo, com base no que está plasmado na agenda/2025, que consagra as principais acções estratégicas.

Com base nisto, adiantou que o sector eléctrico pretende atingir, como metas, uma potência de 7,5 GW, bem como uma percentagem de 50 porcento de taxa de electrificação, com um milhão de ligações domiciliares, à razão de 200 mil ligações por ano, além de abranger 500 MW de geração em energias renováveis, com investimentos privado.

"O investimento privado vai promover e desenvolver as energias renováveis, no país, além de que estas são importantes, sobretudo para as regiões rurais mais isoladas e, consequentemente, influenciar a diversificação da economia", vincou.

De acordo com o responsável, o seu Ministério está a trabalhar com base em projecções devidamente planificadas e sustentáveis, de modo a melhor servir a população.

António Belsa da Costa apelou à população para maior vigilância e contribuir, junto das instâncias policiais, para pôr fim aos actos de vandalismo das infra-estruturas eléctricas que se têm registado, um pouco por toda a parte, deixando algumas zonas sem iluminação.

Indicou que está em carteira a construção de mini-hídricas de Mbridje, nas províncias do Zaire, em Cuemba e Nharea, no Bié, além da Liapeca, no Cuando Cubango, para a electrificação rural.

Asseverou que foram, igualmente, concluídas as duas fases das três contratadas do programa “Aldeia Solar”, em 51 localidades, envolvendo oito províncias, sendo Malanje, Bié, Moxico e Cuando Cubango, na primeira fase.

As províncias do Cunene, da Huíla, da Lunda Norte e do Zaire, frisou, estão na segunda fase, sendo que a última iniciou em Novembro de 2016 e contemplou as regiões da Lunda Sul, do Cuanza Sul e do Cuando Cubango, cujos projectos se encontram em execução.

A fonte reiterou que o terceiro grupo gerador da central hidroeléctrica de Laúca, com mais de 334 Megawatt’s, vai entrar em funcionamento, brevemente, com vista a garantir a materialização dos projectos estruturantes do sector da Energia e Águas.

Ainda associado a Laúca, afirmou que estão a ser construídas linhas de transporte, ampliadas, e construídas subestações, nomeadamente Laúca/Waco Kungo e Belém  do Dango, para levar energia eléctrica ao Waco Kungo e ao Huambo, que entrarão em serviço no final de 2018.

Associados a Laúca, estão, também, a ser construídos cerca de mil e 153 quilómetros de linha de transporte, em quatrocentos, 220 e 60 Quilowatts, sendo que se pretende estender esta linha de transporte, futuramente, ao Lubango e ao Namibe.

O responsável destacou, igualmente, os trabalhos de construção da central hidroeléctrica de Caculo-Cabaça, com uma potência instalada de 2170 Megawatt’s, estando já em curso as obras do desvio do rio e a construção dos estaleiros, além dos acessos.

Concluiu que, na província de Benguela, se encontra em construção a linha de transporte entre o aproveitamento hidroeléctrico do Lomaum, a subestação do Biópio, de Benguela, enquanto o mesmo troço de Lomaum/Biópio se encontra em funcionamento, com a injecção de potência a partir do seu aproveitamento hidroeléctrico.

Fonte: Angop/AF

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