Nacional

"Operação Resgate" vai combater transgressões administrativas

dd

O delegado provincial do Ministério do Interior (MININT), em Malanje, comissário António José Bernardo, advertiu, sábado, que a "Operação Resgate", com início previsto para terça-feira (6), não tem como missão a perseguição de populares, mas sim, evitar práticas que configuram desconformidade administrativa.

Ao intervir na formatura geral com as forças envolvidas na referida operação, António Bernardo frisou que a iniciativa é uma acção do Executivo angolano que pretende restaurar os bons hábitos e costumes, assim como o cumprimento das leis vigentes.



De acordo com o também comandante provincial da Polícia Nacional, os efectivos não estão autorizados a receber produtos dos vendedores, pois devem unicamente aconselhá-los a dirigirem-se aos locais de venda indicados pelas administrações.

O agente da polícia que se exceder, alertou, será detido e encaminhado aos órgãos de defesa militar.
A fonte disse que as actividades da “Operação Resgate” serão conduzidas pelas administrações municipais e locais, sendo que a polícia vai apenas intervir em caso de resistência e afronta às autoridades administrativas, sem no entanto fazer uso desproporcional da força.

Enumerou as vendas desordenadas, construções anárquicas, o fenómeno das seitas religiosas e a imigração ilegal,  como sendo essencialmente o cerne da operação, considerando que tais práticas têm beliscado a urbanidade e civilidade desejadas.



Ainda sobre as vendas, que têm sido alvo de crítica nos últimos dias, o comissário explicou que as administrações criarão condições para que sejam feitas de forma legal e organizada, permitindo a que todos os cidadãos que exerçam actividades lucrativas contribuam para as finanças do país, através da tributação fiscal.

“Não vamos permitir que as ruas das cidades, portas de quintais  ou de instituições se transformem em mercados”, adiantou.

Quanto ao fenómeno das seitas religiosas ilegais, António Bernardo caracterizou como sendo um “ultraje” aos hábitos e costumes do país, pelo que deverão encerrar de forma voluntária ou coercivamente, em prol do restabelecimento da ordem institucional e paz social.

Durante a sua intervenção, o delegado do Minint chamou atenção aos cidadãos, no sentido de evitarem o auxílio à imigração ilegal, sob pena de serem responsabilizados criminalmente.

Lembrou que paralelamente a “Operação Resgate”, sem data para o seu término, decorre a “Operação Transparência” nas províncias de Malanje, Lunda Norte, Lunda Sul, Cuando Cubango, Moxico, Uige e Bié, visando o combate à exploração e venda ilegal de diamantes e a imigração ilegal.

A mesma já resultou no encerramento de 200 casas de compra e venda de diamantes, 100 cooperativas de exploração de diamantes, bem como permitiu a apreensão de 21 mil quilates de diamantes, um milhão de dólares norte-americanos e diversos meios pesados e ligeiros usados no garimpo de diamantes.

Esta acção culminou ainda com a saída voluntária de 402 mil imigrantes de diversas nacionalidades, com a RDC a liderar a lista.

Fonte: ANGOP / EB

PUBLICIDADE
voltar ao topo

o tempo