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Jacaré resgatado em praia no Lobito

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Um jacaré de aproximadamente dois metros e meio foi resgatado, quinta-feira, com vida, na areia da praia da Restinga do Lobito, em Benguela, um local muito movimentado por banhistas e turistas, apurou a Angop.

Segundo o comandante de Resgate e Salvamento do Corpo de Bombeiros, no Lobito, José Rosa, o animal foi visto no mar, pela primeira vez, na tarde de quarta-feira por um homem que de seguida alertou a corporação.

De acordo com José Rosa, mergulhador de profissão, o jacaré voltou entretanto a aparecer quinta-feira às 5h30 da manhã próximo a um restaurante, na praia da Restinga, tendo sido neutralizado e capturado até às 7h por uma equipa de seis bombeiros do Quartel de Resgate e Salvamento.

“Localizamos o animal e neutralizamos com muitas dificuldades, porque tentou atacar-nos várias vezes, mas não tínhamos como desistir”, disse o comandante, para quem os bombeiros recorreram a uma vara com um gancho através da qual imobilizaram o animal, ante o olhar curioso de dez pessoas que, no momento, praticavam exercícios físicos.

José Rosa, 40 anos, 13 dos quais como bombeiro, classifica o aparecimento de jacaré em praias do país um fenómeno raro. Mesmo assim, revela que sempre sonhou fazer trabalhos difíceis como este.

Respirando de alívio pelo sucesso da missão de resgate “incomum”, o comandante diz ser difícil determinar o tempo em que o animal esteve a passear no mar, mas avisa que o perigo de um ataque a uma banhista na praia da Restinga era iminente.

Como apresenta cor amarela, pintinhas pretas e dentes mais aguçados, José Rosa suspeita que seja um crocodilo-marinho ainda pequeno com sete anos, embora, porém, prudente admite que só mesmo uma perícia por parte de um biólogo poderia confirmar ou descartar essa hipótese.

Ao que a Angop apurou, até ao momento é o primeiro caso do género este ano no Lobito e o animal capturado pode atingir, na idade adulta, sete metros e pesar uma tonelada e meia (1.500 quilos).

Em 2014, houve relatos do aparecimento de um jacaré próximo ao Clube Náutico do Lobito, na Restinga. Na altura, os bombeiros não conseguiram encontrar o animal que nunca mais foi visto. 

Fonte: Angop/LD

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