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Fontes hídricas da província em risco de desaparecimento

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Exploração de Madeira em Angola (Arquivo)

Foto: Valentino Yequenha

Exploração de Madeira em Angola (Arquivo)

Foto: Valentino Yequenha

O desmatamento intensivo das florestas naturais, na província do Huambo, está a colocar em risco a continuidade das fontes hídricas, uma situação que pode ocasionar problemas ecológicos, económicos e sociais.

O alerta foi feito hoje, quinta-feira, pelo ambientalista César de Osvaldo Pakissi, em declarações à Angop, tendo sugerido a necessidade da definição de uma estratégia exequível para pôr fim ao derrube das florestas autóctones.

“Estamos a viver, na nossa província, um problema ambiental que já começa a ser preocupante, porque há menor volume de água nos principais leitos e, apesar desta situação, tudo indica que o problema se vai agudizar com o tempo, comprometendo, assim, o uso das principais nascentes que dão sustento às bacias hidrográficas importantes”, alertou.

Para o também professor universitário, uma das consequências imediatas do desmatamento das áreas florestais é o assoreamento dos leitos das nascentes hídricas, a perda da biodiversidade e uma maior dependência de recursos hídricos, que, na sua opinião, já estão indisponíveis, essencialmente no sector da agricultura, facto que pode causar fome no seio das famílias.

A realização constante de uma agricultura familiar mecanizada, de acordo com o ambientalista César de Osvaldo Pakissi, também é um dos problemas ambientais frequentes na província do Huambo, por colocar em risco de extinção muitas espécies animais e vegetais.

“Temos, hoje, o problema de assoreamento e a turgidez que tem sido vista nas linhas de água está relacionado com o tipo de agricultura que está a ser realizada, sendo uma situação perigosa porque, cedo ou tarde, os principais leitos podem ficar incapacitados, afectando, assim, o ambiente ao ponto de, a curto ou médio prazo, haver escassez de água, quer na qualidade e disponibilidade”, justificou.

Prevendo o agudizar do problema, o ambientalista propôs uma concertação entre os agricultores, investigadores e o poder político, para que se adoptem mecanismos que visam racionalizar os recursos naturais, sobretudo a água.

Sublinhou que a província do Huambo é a região mais importante do país em termos de reabastecimento de água, sendo, por isso, necessário dar-se a devida importância as fontes hídricas.

Acerca das causas dos principais ataques ao ambiente, nesta região, César de Osvaldo Pakissi não teve dúvidas em apontar o egocentrismo humano, recomendando, ainda, que se faça um melhor uso dos recursos naturais, extraindo da natureza somente o necessário.

Todavia, o especialista recomendou o reforço das acções de educação ambiental, formal e informal, privilegiando as crianças, para que a população adopte práticas de conservação e protecção do ambiente.

Fonte: Angop/AF

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