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ENDE muda sistema que cobra mesmo na falta de energia

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Empresa pretende uniformizar os sistemas comerciais usados pelas extintas EDEL e ENE, que irá permitir melhor gestão dos clientes e evitar cobranças indevidas.

A Empresa Nacional de Distribuição de Energia (ENDE) prevê interromper a cobrança e emissão de facturas até 72 horas na primeira semana de Novembro, a fim de migrar os dados de 1,3 milhões de clientes para um novo sistema contabilístico. Em causa, está uma plataforma informática que continua a taxar os clientes mesmo em caso de cortes de energia, o que habitualmente resulta em protestos e até processos judiciais.

“O sistema actual continua a contar mesmo em caso de restrição no fornecimento. Quando assim ocorre, é um grande exercício para que a ENDE faça os devidos descontos ”, disse ao VALOR o director de tecnologias de informação da empresa, Isaías Ulica. A ENDE pretende uniformizar os dois sistemas das extintas EDEL e ENE, acção que diz condicionar melhor a gestão comercial da actividade. O actual sistema não permite a integração automática com a contabilidade, resultando em inconsistência de dados.

A empresa vai migrar do sistema comercial ELAG (Electricidade, Água e Gás) para o SAP-ISU, uma aplicação destinada à área comercial que engloba a parte da gestão contabilística e financeira, recursos humanos e stocks. Isaías Ulica garante que o acto irá melhorar a qualidade da informação e o processamento na emissão de facturas e cobranças.

Prevê-se que a operação leve entre dois e três dias úteis, durante os quais não haverá transacções no sistema, “sob risco de criar inconsistência, como a não visualização de informações de cobranças já efectuadas”.

O novo sistema vai permitir gerir numa única plataforma os sistema de pré-pago e pós-pago, o que levará a que as vendas continuem a ser feitas no primeiro. Toda a informação de dívidas e movimentações na conta do cliente estará disponível, segundo a ENDE.

A implantação do SAP constitui a base da integração futura com os sistemas das áreas operacionais que vai permitir a reposição dos serviços num curto espaço de tempo. Ulica nota que, em caso de interrupção no fornecimento de energia, a plataforma detecta “rapidamente” eventuais perturbações ou indisponibilidade de fornecimento da rede.

A operação dos próximos dias está em preparação há mais de um ano e implicou a formação de pessoal e optimização de processos actuais.

Mais de 9 milhões em prejuízos

Um relatório da ENDE publicado na última semana calcula em nove milhões de dólares o valor dos prejuízos materiais, em 2016, resultantes da vandalização de postes de transformação, postes de seccionamento e outros equipamentos, por acção de marginais, automobilistas e operadoras diversas.

A rede de iluminação pública de Luanda também figura como alvo preferencial de desconhecidos, sobretudo, os postes ao longo da Avenida Comandante Fidel Castro (via expressa).

Na mesma senda, danos causados por operadoras na via pública e automobilistas nos últimos três anos, segundo o documento, ultrapassam os mais de 133.615.923 milhões de kwanzas.

Fonte: Valor Económico / EB

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