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Covid-19: Crimes reduzem no Estado de Emergência

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Angola registou, nos primeiros 30 dias de Estado de Emergência (27 de Março a 25 de Abril), um decréscimo de actos criminais, sobretudo violentos, como homicídios (menos 60) e delitos cometidos com recurso à arma de fogo (menos 122), em relação ao período anterior.

Ao apresentar os dados estatísticos obtidos pelas forças de defesa e segurança nacional, nesse período, o porta-voz do Ministério do Interior, Waldemar José, apontou também a redução de menos 379 crimes de ofensas corporais, mas sem números comparativos.

O sub-comissário, que falava no habitual ponto de actualização da covid-19 em Angola, apelou, principalmente os titulares de cargos públicos, ao cumprimento integral de todas as disposições legais estabelecidas no terceiro período do Estado de Emergência.

"Todas as entidades que gozam de imunidades (número não superior a três mil cidadãos) devem ser os exemplares, cumprindo com as disposições legais, principalmente nessa fase de emergência sanitária, porque ninguém é imune a essa pandemia", reforçou.

Detenções e apreensões

No período em referência, foram detidos, segundo Waldemar José, cinco mil e 859 cidadãos a nível do país, dos quais, dois mil e 823 por violação da cerca sanitária; mil e 729 por exercício de moto-táxi; 775 por excesso de lotação dos táxis; e 51 por realização de cultos religiosos.

Do total de detidos, as forças de Defesa e Segurança detiveram ainda 406 cidadãos por desacato as autoridades; 50 por especulação de preços; 13 por tentativa de corrupção aos efectivos da Polícia Nacional; cinco por posse ilegal de arma de fogo; e três por ofensas corporais.

Nessa fase, de acordo com o porta-voz do Ministério do Interior, nove mil e 630 cidadãos foram recolhidos compulsivamente pelas forças de defesa e segurança nacional, por desobediência.

Quanto as apreensões, foram efectuadas onze mil e 340 apreensões, das quais três mil e 544 viaturas por excesso de lotação; sete mil e 759 motociclos por exercício ilegal de moto-táxi; doze armas de fogo e 31 botijas de gás por especulação de preços.

Waldemar José referiu terem sido igualmente apreendidos 274 mil e 925 litros de combustível, nas províncias fronteiriças com os países vizinhos, nomeadamente, Cabinda, Zaire, Lunda Norte e Moxico.

Durante os primeiros 30 dias do Estado de Emergência, observou-se também  o encerramento de vários estabelecimentos comerciais e mercados, por não possuírem condições de salubridade pública.  

Entretanto, para conter a propagação da pandemia, Angola cumpre, desde às 00h00 do dia 26 de Abril, o terceiro período de regime excecional decretado,  em vigorar até às 23h59 do dia 10 de Maio, cumprindo-se assim 45 dias consecutivos de isolamento social.  

Esta é a segunda prorrogação, de 15 dias por ciclo, do regime excepcional, desta vez com medidas menos rígidas.

O Estado de Emergência foi decretado a 25 de Março pelo Presidente da República, João Lourenço, após parecer favorável da Assembleia Nacional, vigorando de 27 de Março a 10 de Abril, tendo sido prorrogado para o período de 11 a 25 de Abril.

Angop

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