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Angola e Rússia negoceiam novo satélite para substituir AngoSat-1

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Ainda sem sinal do AngoSat-1, cuja avaliação final foi marcada para este mês de Abril, Angola e Rússia já estão a negociar a criação de um novo satélite - o AngoSat-2 -, processo que deverá acabar no final de Maio, avança a imprensa russa.

Desde Janeiro que a morte do AngoSat-1 parece provável e, como tal, a partir de Fevereiro Angola e Rússia começaram a discutir a sua substituição pelo AngoSat-2, processo que deverá terminar no final do próximo mês de Maio.
A informação é avançada pela imprensa russa, que cita fontes da indústria espacial.
Embora a agência noticiosa Tass lembre que o diagnóstico final do primeiro satélite angolano continua em curso, o jornal Izvestia adianta que "está claro para todos que o satélite está morto desde Janeiro"
De acordo com a mesma fonte, os pressupostos sobre os quais vai assentar a criação do AngoSat-2 motivaram já, no final de Fevereiro, o envio de uma delegação angolana à Rússia.
Conforme o Novo Jornal Online noticiou no início de Fevereiro, diante da inoperacionalidade do AngoSat-1, os russos têm de fornecer a Angola um novo satélite, e a custo zero.

A obrigação decorre do contrato assinado entre o Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação e a Rosoboronexport, empresa russa responsável pelas exportações militares do país.

Interesses angolanos estão salvaguardados, garante ministro

Segundo o compromisso, citado pelo jornal russo "Kommersant", o Angosat-1 está coberto por um seguro de 121 milhões de dólares - valor assumido em partes iguais pelas empresas SOGAZ e VTB - montante suficiente para garantir a sua construção sem nenhum rombo nas contas da RSC Energia, empresa que lidera o consórcio russo responsável pela construção do engenho.

Embora os 121 milhões de dólares sejam quase metade dos 320 milhões investidos por Angola no AngoSat-1, a verba deverá ser suficiente para garantir o AngoSat-2, calcula a imprensa russa, tendo em conta que as despesas com as infra-estruturas já foram realizadas.

Entretanto, também o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, salvaguardou que a parte angolana não sairá prejudicada porque o acordo acautela os interesses do país.

"O contrato prevê todos os extremos e, nesta indústria, todos os riscos são acautelados, desde a construção, lançamento e transporte. Todas essas etapas estão asseguradas", assegurou o governante, em Fevereiro, em entrevista ao Novo Jornal Online.

Já depois disso, o secretário de Estado das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Manuel Homem, adiantou que, durante este mês de Abril, haverá um encontro das equipas técnicas, para definição dos procedimentos de utilização do satélite.

Lançado a 26 de Dezembro passado no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, o AngoSat-1 evidencia problemas de funcionamento desde as primeiras horas.

Fonte: NJ/EG

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