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Viver nos EUA? Há cidades que pagam para ter novos moradores

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A vida longe das grandes cidades como Nova Iorque ou Los Angeles, ambas nos EUA, não é tão fascinante como se vende nos "ecrãs". Mesmo na maior potência económica do mundo, o despovoamento é um problema, nomadamente em cidades como Detroit ou pequenas áreas rurais, que estão a adotar novas estratégias e a oferecer incentivos fiscais, ou até mesmo pagar, para ter novos moradores.

Para atrair famílias e trabalhadores, esses locais oferecem benefícios fiscais à maioria dos novos residentes. Desde pagamentos diretos como em Topeka (Kansas), cerca de 15.000 dólares, 13.700 euros, até ajudas para a universidade e descontos na hora de pagar impostos -  sem esquecer a "venda" gratuita de terrenos.

Ajudas para universitários e trabalhadores

Um dos grandes exemplos de despovoamento é Detroit (Michigan). A crise do setor económico e automotivo levou a quarta cidade mais populosa dos EUA a cair para o 18º lugar em apenas uma década. Para atrair capital humano, o governo local criou em 2008 o programa "Challenge Detroit", que oferece bolsas de estudo para universitários que se mudem para viver e trabalhar na cidade. Também escolhe 30 bolseiros durante um ano para trabalhar em empresas locais e organizações sem fins lucrativos.

Hamilton, Ohio. Esta pequena cidade, a 45 minutos de Cincinnati, também oferece até 5.000 dólares, cerca de 4.560 euros, para ajudar no empréstimo universitário a novos graduados. O programa ‘Talent Attraction’ começou em 2018 e pode apoiar todos os graduados em ciências, tecnologia, engenharia, matemática ou artes dos últimos sete anos que ainda têm mais de 10.000 dólares em dívidas.

O Condado de St. Clair, Michigan (5.000 habitantes), faz algo semelhante. O programa "Come Howe Award" doa 15.000 dólares, cerca de 13.700 euros, para pagar as dívidas da universidade. Os vencedores têm de conseguir arranjar emprego dentro de 120 dias após receber o prémio.

North Platte, Nebraska, é uma população de pouco mais de 20.000 habitantes e não há pessoas suficientes para as atuais ofertas de emprego. O atual governo dá até 5.000 dólares, cerca de 4.560 euros, aos novos trabalhadores. As condições para ter o apoio são estas: ser um emprego a tempo integral, ganhar no mínimo 20 dólares/hora, e ficar na cidade durante pelo menos três anos.

Em Tulsa, Oklahoma, estão dispostos a pagar até 10.000 dólares, cerca de 9.100 euros, a todos os trabalhadores que decidirem mudar-se para lá, com um regime de teletrabalho. Poderão trabalhar na comunidade de coworking que possuem na cidade.

Terra livre para construir casas

Osborne e Lincoln (Kansas), Manila (Iowa) ou Claremont (Minnesota) centram a sua ajuda na doação gratuita de terrenos para construir casas. Em Osborne também se oferecem ajudas a quem decidir construir numa área comercial. Em Lincoln, os compradores têm de fechar um contrato de construção para conseguir terrenos de 1.100 m2 a 3.400 m2

Manila, com apenas 912 habitantes, oferece os lotes sem nenhum custo. Enquanto isso, o programa Claremont House Lot oferece casas com base na renda familiar. De 88.660 dólares de renda bruta para famílias de dois membros e até 101.000 dólares brutos para famílias de três ou mais membros.

Incentivos fiscais

Os novos residentes de Cottonwood Falls, Kansas, não pagarão imposto sobre a renda nos primeiros cinco anos. O governo permite que 77 condados em todo o país ofereçam incentivos fiscais como este para atrair nova população. Também podem ser trocados por um empréstimo estudantil de 15.000 dólares.

Topeka oferece às pessoas até 15.000 dólares para se mudarem. O programa "Choose Topeka" atribuiu esse valor a quem já tiver comprado ali uma casa e lá trabalhe há um ano. O plano é oferecer ajudas a entre 40 e 60 pessoas por ano.

Fonte: MSN/BA

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