Internacional

Toda a UE tem agora noção da importância estratégica de África

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A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Federica Mogherini, defendeu hoje, em Bruxelas, que "hoje, toda a União Europeia tem noção da importância estratégica" da parceria com África, que exortou a assumir-se como "ator global".

Num debate sobre a parceria entre Europa e África realizado no Parlamento Europeu, no quadro de um evento consagrado a África organizado pelo grupo dos Socialistas Europeus, Mogherini sublinhou a importância, até para a presente ordem mundial, das relações entre os dois continentes, considerando que na UE já todos têm noção da mesma e exortando África a consciencializar-se também do seu próprio peso enquanto ator global.

A chefe de diplomacia europeia admitiu que "é muito difícil por estes dias ser otimista e permanecer otimista" quanto às relações internacionais e a uma ordem mundial mais cooperante, "mas grande parte do futuro do mundo, e também presente, depende de África" e da parceria euro-africana.

"Eu sei que África nem sempre se reconhece a si própria como um grande ator global, mas é. Olhem para os números, olhem para a demografia, olhem para a riqueza, os recursos naturais, as pessoas. Vocês são um grande ator global, e juntos, Europa e África podem moldar as características das relações internacionais, de uma forma revolucionária", sustentou.

Reportando-se à nova "Aliança África-Europa", proposta pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, no seu discurso sobre o Estado da União, em setembro passado, Mogherini frisou que, "hoje, é toda a UE que tem noção da importância estratégica da parceria entre Europa e África".

"Provavelmente não era o caso há alguns anos, mas hoje é uma realidade", asseverou, menos de um mês depois de o Conselho Europeu (chefes de Estado e de Governo da UE) ter apoiado a nova "aliança" proposta de Juncker.

Federica Mogherini insistiu que, na atual cena mundial, a parceria entre dois vizinhos tão próximos é mais importante do que nunca, sublinhando que essa parceria deve efetivamente mudar de paradigma, pois já não faz sentido ser assente apenas na cooperação.

"Estou orgulhosa do trabalho que começámos a fazer. Ainda nos falta percorrer um longo caminho, será necessária muita coragem política, determinação, também recursos, parceria, paciência de quando em vez, mas penso que estamos no caminho certo para alterar o paradigma de uma parceria tradicional antiquada baseada apenas na cooperação para uma parceria entre iguais, entre amigos, e, deixem-me dizer, mais do que amigos: irmãos e irmãs", concluiu.

Fonte: NM/AF

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