Internacional

Reunião na Presidência para ultrapassar impasse acaba sem resultados

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A reunião convocada para hoje pelo Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, a pedido da sociedade civil, para tentar alcançar um acordo para o impasse político que o país atravessa terminou sem resultados.

O encontro ficou marcado pela ausência do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das legislativas de 2014, do Partido da Convergência Democrática (PCD), União para a Mudança (UM) e Partido da Nova Democracia, todos partidos com representação parlamentar e signatários do Acordo de Conacri.

"O país não pode continuar assim. Temos de ter um Governo com base no Acordo de Conacri ou com uma outra forma, que seja dentro da lei, mas temos de ter um Governo para que a população possa trabalhar em condições normais", afirmou, no final do encontro, o presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil da Guiné-Bissau, Fodé Sanhá, lamentando que nem todos os signatários do Acordo de Conacri tenham estado presentes.

Para Fodé Sanhá, o Presidente da República tem de assumir as suas responsabilidades e continuar a "procurar uma saída para a crise política". O responsável pela aliança das organizações da sociedade civil alertou também que a campanha da castanha de caju e agrícola começam dentro de um mês e é preciso haver um Governo.

Francisca Vaz, do grupo de mulheres facilitadoras do diálogo na Guiné-Bissau, manifestou esperança num consenso, salientando que a saída da crise está na procura de um nome para primeiro-ministro que reúna consenso.

"Há pessoas assinantes do Acordo de Conacri que dizem que a figura de Augusto Olivais não é um consenso, há outras que dizem que é. Aqui, os presentes, não concordam com a figura de Augusto Olivais. Por isso vamos ver se é a figura do atual primeiro-ministro ou se as outras duas figurais evocadas no acordo, ou talvez outro nome que nos podem apresentar", afirmou Francisca Vaz.

A Guiné-Bissau vive há mais de dois anos uma crise política. Desde as últimas eleições legislativas, em 2014, já foram nomeados seis primeiros-ministros. A pedido das autoridades nacionais, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) esteve a mediar a crise política, que acabou em 2016 com a assinatura do Acordo de Conacri, pelos partidos com representação parlamentar e pelo presidente do parlamento.

O Acordo de Conacri prevê a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e a reintegração dos dissidentes do PAIGC, entre outros pontos. A CEDEAO impôs recentemente sanções a 19 individualidades na Guiné-Bissau por considerar que estão a obstaculizar a implementação do Acordo.

Fonte: Noticias ao Minuto/MP

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