Internacional

Projeto de lei aprovado para evitar eleições antecipadas em Israel

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Um comité ministerial israelita aprovou hoje um projeto de lei sobre o recrutamento militar dos judeus ultraortodoxos, indicou um porta-voz do Ministério da Justiça, uma medida que visa evitar a realização de eleições antecipadas.

A controversa legislação prolonga a isenção do serviço militar para estudantes dos seminários talmúdicos, mas o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, não disse ainda se apoia o projeto de lei. Os partidos ultraortodoxos, membros da coligação governamental israelita, ameaçaram não votar o orçamento de 2019 sem a aprovação de uma lei que prolongasse aquela isenção.

Por outro lado, o ministro das Finanças, Moshe Khalon, do partido Kulanu (centro-direita), advertiu que se o orçamento não fosse aprovado até ao final de março recomendaria à sua formação para "deixar o governo". A questão do recrutamento militar dos ultraortodoxos é uma das que cria maior divergência entre laicos e religiosos em Israel.

Lieberman, do partido nacionalista laico Israel Beiteinu, deu a entender que poderia não se manter na coligação se aquela lei fosse aprovada. Os membros do seu partido devem reunir-se hoje para tomar uma decisão. A coligação governamental conta com 66 dos 120 deputados e o executivo termina o mandato em novembro de 2019.

De acordo com as últimas sondagens, o partido do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, o Likud (direita), venceria em caso de legislativas antecipadas, apesar de estarem a decorrer vários inquéritos policiais, nomeadamente sobre corrupção, envolvendo o chefe de governo.

Fonte: Noticias ao Minuto/MP

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