Internacional

Missão do FMI esperada este mês em Moçambique

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Uma equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) é esperada, este mês, em Moçambique, para uma supervisão a que estão sujeitos todos os países-membros desta organização financeira multilateral, noticiou a AIM.

A informação foi avançada pelo ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleine, no quadro da realização, em Maputo, da segunda cimeira de investimentos promovida pela revista britânica Financial Times em parceria com o Standard Bank.

A última avaliação do género a que o país esteve sujeito foi em Outubro de 2015. A mesma ocorre a qualquer Estado-membro, independentemente de ter ou não um programa financiado pelo FMI. Segundo escreve nesta segunda-feira o jornal “Notícias”, Adriano Maleiane considera que, apesar da suspensão dos programas de ajuda financeira, Moçambique continua membro do FMI e as relações com esta organização continuam perfeitas.

Respondendo a perguntas feitas por David Pilling, editor do Financial Times para África, o ministro da Economia e Finanças reconheceu que Moçambique continua a precisar, urgentemente, da ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional e de outros parceiros com vista a prosseguir com a consolidação das reformas, actualmente em curso.

Referiu, por exemplo, que só para a reforma da folha salarial do Estado, o Governo precisa de 300 milhões de dólares norte-americanos, com vista a adequar o fundo de pensões a novos padrões considerados sustentáveis. Explicou que actualmente este fundo funciona com base no Orçamento do Estado do governo do dia, o que não é normal.

“Nós precisamos de reformar e reforçar o Instituto Nacional de Providência Social que hoje funciona com base num fundo do Orçamento do Estado, e isto não deve ser assim. Este fundo continua a depender do Orçamento do Governo do dia. Só este processo exige qualquer coisa como 300 milhões de dólares para fundear e pagar as responsabilidades passadas”, sustentou o ministro.

Segundo Maleiane, juntando-se outros fundos necessários, por exemplo para reestruturação das empresas públicas e dinamização do sector privado, o valor necessário pode ascender a um bilião de dólares. “Portanto, nós precisamos do programa do FMI, isso tem que ficar claro, porque toda a consolidação fiscal vai exigir o dinheiro”, defendeu Adriano Maleiane.

Já o representante residente do FMI em Moçambique, Ari Aisen, reconheceu os progressos alcançados por Moçambique após a suspensão da ajuda. Contudo, reiterou que a retoma da ajuda para o país só pode acontecer depois da satisfação das exigências apresentadas pela direcção da instituição sobre o destino de parte do montante referente às dívidas com garantias soberanas.

Para além da entrevista com o ministro da Economia e Finanças, a segunda conferência da Financial Times também serviu para a discussão de várias questões como, por exemplo, as principais oportunidades nos sectores de energia, mineração, banca, tecnologia e turismo, para os investidores e empresas internacionais estabelecidas em Moçambique.

Também foram feitas dissertações sobre vários temas feitas por especialistas, economistas, dirigentes das empresas e dirigentes políticos.


Fonte: Angop/MP

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