Internacional

Hoje é Dia Mundial de Consciencialização do Albinismo

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O Dia Mundial de Consciencialização do Albinismo acontece anualmente a 13 de junho.

Celebrado pela primeira vez em 2015, o dia foi proclamado pela ONU, para divulgar informação sobre o albinismo e para evitar a discriminação aos albinos, combatendo ao mesmo tempo a sua perseguição. Celebrar as conquistas das pessoas com albinismo é outro objetivo desta data.

O que é e o que causa o albinismo?

O albinismo é uma anomalia pigmentar que leva a uma cor de pele, de pelos e de olhos muita clara. Devido a fatores genéticos (aos genes recessivos dos pais), no albinismo ocorre a ausência total de pigmentação na pele, sistema piloso e íris. O albinismo não é considerado uma doença, mas podem surgir problemas na visão e haver mais risco de cancro da pele nos albinos.

Ambos os pais necessitam de possuir o gene do albinismo para que este seja passado aos filhos, mesmo que os pais nunca tenham mostrado essa condição.

Dados sobre o albinismo

Cerca de uma em 18 mil pessoas no mundo tem um tipo de albinismo. O albinismo pode afetar pessoas de todas as raças. Contudo, na África o albinismo é mais frequente e problemático. Dados da ONU mencionam que centenas de pessoas com albinismo, na sua maioria crianças, foram atacadas, mutiladas ou mortas em pelo menos 25 países africanos.

Na Tanzânia, onde existe um albino em 1.400 tanzianos, vários albinos são raptados, feridos ou mortos por feiticeiros e curandeiros, dada a crença de que os seus órgãos possuem poderes mágicos, sendo vendidos por cerca de 550 euros e utilizados em rituais.

Foi para combater estes problemas que a ONU decidiu criar o Dia Mundial de Consciencialização do Albinismo.

Discriminação e perseguição é prática também em Angola

Em Angola, infelizmente, a discriminação e até perseguição dos albinos continuam a ser práticas recorrentes. Em 2017, a presidente da Associação Nacional dos Albinos, na Huíla, Paula Evaristo, denunciou no Lubango casos de progenitores que recusam a paternidade de filhos que nascem com albinismo.
O gabinete jurídico da-quela associação registou no ano passado só na Huíla mais de dez casos do género, que foram encaminhados ao Tribunal Provincial, na perspectiva de serem resolvidos, uma vez que tais situações configuravam crime de fuga à paternidade e discriminação racial. A discriminação no seio das famílias, que em África atinge cifras astronómicas, com, pelo me-nos, mais de cinco mil casos confirmados, é ainda mais gravosa, quando se sabe ter o albinismo origem genética.
Uma pessoa detentora de albinismo possui capacidades intelectuais, sensoriais e técnicas como qualquer outra não albina, mas cabe à sociedade, como um todo, encarar este desafio e às igrejas, nomeadamente, desenvolverem acções enérgicas de combate à sua discriminação

Albinos defendem assistência médica gratuita

Os albinos, em Angola, querem beneficiar de consultas grátis junto das unidades hospitalares públicas, para impedir que continuem a contrair doenças da pele.
A informação foi prestada, ontem, ao Jornal de Angola, por Manuel Domingos Vapor, presidente da Associação de Apoio aos Albinos de Angola, instituição que reúne 500 pessoas nesta condição.
O responsável disse que a associação já escreveu várias vezes para o Ministério da Saúde, solicitando este apoio, mas nunca obtive resposta.
"Há muitos albinos no país com problemas da pele, que, em muitos casos, originam cancro", revelou.
Actualmente, por causa do bom senso de alguns médicos, solidários com os problemas que enfrentam, conseguem fazer consultas grátis nos hospitais Américo Boavida e Josina Machel, salientou Manuel Vapor.
Apesar da facilidade dada por estes médicos, a situação não resolve o problema de todos. Manuel Vapor alerta que mais hospitais deveriam abraçar a causa, de forma a permitir que mais albinos possam fazer consultas da pele sem transtornos.
Em relação aos casos de discriminação, o presidente da Associação referiu que não são tantos quantos no passado, mas, ainda assim, os registados actualmente são preocupantes.
Manuel Vapor revelou haver no país casos de albinos que são recusados pelas próprias famílias, chegando, por isso, a não ter uma casa para morar.
"Entre os vários casos registados, há o de um jovem que só não viveu na rua porque foi acolhido por uma senhora, que também é albina, que foi solidária", contou.
Em algumas escolas, prosseguiu, existem albinos que não conseguem estudar à vontade, por causa da discriminação que sofrem dos professores e de colegas.
"Esse tipo de comportamento afecta grandemente o rendimento escolar destas pessoas".
Referiu que a mesma situação é verificada no mercado de trabalho, onde muitos albinos não conseguem ocupar certas vagas ou cargos por causa da sua condição.
"Se tivermos que medir, em Angola, os albinos ainda sofrem discriminação na ordem dos 50 por cento", salientou.

TPA/LD

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