Internacional

Comissão da União Africana saúda nomeação de primeiro-ministro do Sudão

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Moussa Faki Mahamat, presidente da Comissão da União Africana (UA)

Foto: Joaquina Bento (Angop)

Moussa Faki Mahamat, presidente da Comissão da União Africana (UA)

Foto: Joaquina Bento (Angop)

O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, saudou hoje a nomeação de Abdalla Hamdok para a liderança do governo de transição do Sudão, após a assinatura de um acordo entre militares e sociedade civil.

"Este marco histórico é o culminar de meses de negociações e o resultado da resolução firme e pacífica do povo sudanês, especialmente das mulheres e da juventude, para uma transição democrática no Sudão", afirmou Faki Mahamat, num comunicado hoje divulgado pela Comissão da União Africana.

Abdalla Hamdok, um economista com experiência em organizações internacionais, foi o escolhido pela coligação de partidos da oposição e movimentos de contestação - as Forças para a Declaração da Liberdade - para liderar o governo de transição.

O presidente do organismo continental elogiou o compromisso de todos os atores políticos, civis e militares por "colocarem os interesses do país acima de todos os outros".

No comunicado, Moussa Faki Mahamat destacou ainda a importância de um acordo entre as autoridades e todos os grupos armados nos primeiros seis meses, de modo a "assegurar que há paz e reconciliação compreensiva".

O responsável assinalou a importância da colaboração de enviados especiais, da comunidade internacional e de organizações como a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad, no acrónimo em inglês).

Moussa Faki Mahamat deixou também um apelo aos parceiros bilaterais e multilaterais para que redobrem os seus esforços no apoio necessário às autoridades de transição no Sudão no que considera ser "uma fase de reconstrução fundamental na história do país".

Quanto aos partidos políticos nacionais, o chefe da Comissão da União Africana disse ser importante que estes trabalhem para "implementar de forma total os compromissos feitos, de modo a alcançar as aspirações do povo sudanês quanto à paz, segurança, reconciliação e desenvolvimento".

"O presidente reitera novamente o firme e continuado compromisso da União Africana em acompanhar o povo sudanês na busca de um Sudão democrático", concluiu o comunicado.

O Conselho Soberano será formado com base num acordo entre militares e civis para governar o Sudão após a queda do Presidente Omar al-Bashir, em 11 de abril.

Os cinco candidatos das Forças para a Declaração da Liberdade foram nomeados na manhã de domingo, depois de o conselho militar ter apresentado, no sábado, quatro dos seus candidatos: o vice-presidente do Conselho Militar de Transição, o general Mohamed Hamdan Dagalo, também conhecido como "Hemedti"; o porta-voz de Shamsaldín Kabashi e o tenente-general Yaser al Ata, além do atual chefe do conselho, Abdelfatah al Burhan, que presidirá o Conselho Soberano nos primeiros 21 meses.

Nos 18 meses seguintes, um civil ocupará a Presidência do país, que terá também um Conselho de Ministros e um Conselho Legislativo transitórios até à realização de eleições democráticas, de acordo com o projeto acordado entre os militares e a oposição.

Fonte: Notíciasaominuto/AF

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