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Colômbia diz que impediu atentado contra antigo líder da ex-guerrilha FARC

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As autoridades colombianas anunciaram ter frustrado um atentado contra o antigo líder da ex-guerrilha FARC, Rodrigo Londono, promovido por rebeldes que não reconhecem o acordo de paz (2016) para terminar com meio século de conflito armado.

 

Domingo, o presidente Ivan Duque saudou numa mensagem na rede social Twitter uma “acção conjunta” da polícia e da procuradoria realizada em Alcala, no departamento de Valle del Cauca “, graças à qual foi possível impedir um ataque contra Rodrigo Londono, presidente do partido FARC (Força Alternativa Revolucionária Comum)”, que substituiu as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Um informador alertou as autoridades sobre um “ataque iminente” a Londono, de 60 anos, também conhecido pelo nome de guerra de Tymoshenko, no departamento de Quindio (centro), disse aos jornalistas o director da polícia, Oscar Atehortua.

A polícia reforçou imediatamente a segurança de Rodrigo Londono e, no sábado, durante uma "operação stop" numa região vizinha, localizou dois motociclistas cuja fisionomia correspondia à descrição fornecida pelo informador, acrescentou.

Os suspeitos armados com pistolas abriram fogo e foram mortos numa troca de tiros com a polícia.

Os suspeitos “estavam a pouco mais de um quilómetro da propriedade” de Rodrigo Londono, disse o director da polícia. Um dos dois suspeitos foi identificado como um guerrilheiro que lutou durante 17 anos nas FARC.

Segundo o chefe da polícia, os agressores eram membros de um grupo dissidente das FARC liderado por Hernan Dario Saldarriaga, apelidado de El Paisa, que durante anos liderou o comando de elite dos ex-guerrilheiros.

Saldarriaga é um dos três líderes de um grupo rebelde comunista que anunciou uma nova rebelião armada na Colômbia em Agosto de 2019, liderada pelo ex - “número dois” e antigo mediador durante as negociações de paz, Ivan Marquez.

Os ex-rebeldes que assinaram o acordo de paz pediram repetidamente garantias de segurança após a morte de dezenas de ex-combatentes desde 2016.

Segundo as autoridades, estes foram executadas por grupos de traficantes de drogas e até por grupos dissidentes das FARC ou membros do Exército de Libertação Nacional (ELN).

Em 2019, 77 ex-combatentes foram mortos, o número mais alto desde a assinatura do acordo de paz, segundo a organização das Nações Unidas.

 

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