Economia

Sonair acaba com ligação aérea entre Luanda e Houston

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B747 da Atlas Air ao serviço da Sonair no voo Houston Express

Foto: Em reprodução

B747 da Atlas Air ao serviço da Sonair no voo Houston Express

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A companhia aérea angolana Sonair, subsidiária do grupo petrolífero Sonangol, vai deixar de garantir a ligação entre Luanda e Houston, nos Estados Unidos, a partir de Março, alegadamente por dificuldades financeiras.

A informação consta de uma nota, a que a agência Lusa teve acesso sexta-feria, 9, da petrolífera norte-americana Chevron, que opera em Angola e que utiliza esta ligação aérea, referindo que o último voo Houston Express - ligação criada especificamente para as petrolíferas que operam no país - com partida de Houston está previsto para 28 de Março e o regresso de Luanda no dia seguinte.

A Chevron, que opera em Angola através da subsidiária Cabinda Gulf Oil Company (Gabgoc), garante na mesma informação que vai assegurar alternativas para o respectivo pessoal, admitindo que a decisão se justifica com "dificuldades financeiras e comerciais" vividas pela Sonair.

A Lusa tentou obter mais esclarecimentos sobre esta decisão junto do grupo Sonangol, mas sem sucesso até ao momento.

A decisão surge depois de a 01 de Maio de 2017, o primeiro voo Houston Express, antes exclusivo a empresas petrolíferas que operam em Angola, ter sido aberto ao público em geral, para reduzir o impacto da fraca procura, com a baixa do preço do barril do petróleo.

Uma comunicação da Sonair, subsidiária da petrolífera estatal angolana, a que a agência Lusa teve na altura acesso, referia que foi concedida à companhia, pelo Departamento de Transportes do Estados Unidos da América, a autorização para a abertura parcial do voo Houston Express, desde o dia 31 de Março, com efeitos a 3 de Abril.

O referido voo passou a ter um carácter semiaberto, com 80 lugares por voo, entre os 189 disponíveis, dedicados a passageiros públicos.

Angola, juntamente com a Nigéria, lidera a lista dos maiores produtores de petróleo da África subsaariana, mas desde finais de 2014 enfrenta uma forte crise financeira, económica e cambial, devido a quebra nas receitas da exportação petrolífera.

Fonte: Novo Jornal com Lusa / EB

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