Economia

Reserva estratégica alimentar promove produção nacional

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Bráulio de Brito, Director da Reserva Estratégica Alimentar de Angola

Foto: Gaspar dos Santos (Angop)

Bráulio de Brito, Director da Reserva Estratégica Alimentar de Angola

Foto: Gaspar dos Santos (Angop)

A Reserva Estratégica Alimentar do Estado (REA) vai contribuir para a promoção da produção nacional e contribuir para o equilíbrio da procura e da oferta, declarou nesta sexta-feira, em Luanda, o director da Reserva Estratégica Alimentar do Estado (REA), Bráulio de Brito.

Ao falar à imprensa, no 1º Conselho Consultivo deste órgão que serviu para apresentar a Legislação da REA, bem como do seu Director, Bráulio de Brito sublinhou que a reserva terá um papel fundamental na estabilidade macroeconómica do País e no fornecimento desses produtos.

De acordo com o responsável, o processo de instalação da reserva está a decorrer e, neste momento, está a ser realizada a primeira reunião, que determinará o ponto de partida para o arranque do processo.

Lembrou que o objectivo da reserva se centra em quatro produtos da cesta básica, nomeadamente arroz, farinha de trigo, farinha de milho e feijão, cuja alocação à reserva de valores deve ser equivalente, em kwanzas, a 45 milhões de dólares, como orçamento inicial.

“Há uma máquina que começa a ser montada com a nomeação do director da REA, que vai trabalhar com os principais operadores agrícolas do país para se perceber, de forma efectiva, onde existe e como está a produção nacional ligada aos quatro produtos”, disse.

Bráulio de Brito sugeriu a criação de uma dinâmica entre os Ministérios do Comércio, da Agricultura, da Economia e do Planeamento para que se encontre a dinâmica de produção nacional.

O Governo angolano aprovou, em 2018 em reunião do Conselho de Ministros, a criação da Reserva Estratégica, que é gerida pelo Entreposto Aduaneiro de Angola (EAA), para garantir o abastecimento contínuo de alguns alimentos essenciais.

Em termos globais, pretende-se ter 105 mil toneladas, por ano, dos quatro produtos, arroz, farinha de trigo, milho e feijão.

O I Conselho Consultivo da REA analisou, entre outros pontos, a atribuição dos Recursos Financeiros da REA que é, para o país, um instrumento de garantia preventiva de acesso aos produtos essenciais a preços não especulativos, nos centros de consumo rural e urbano.

Participaram no encontro o ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, o secretário de Estado da Economia, Sérgio Santos, entre outras individualidades.

No quadro do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018- 2022, e no âmbito da Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSAN), o Ministério do Comércio inscreveu o subprograma Reserva Estratégica Alimentar.

O REA está inscrito como um instrumento fundamental para a estabilidade da oferta de bens alimentares em quantidade e de preços, mitigando possíveis perturbações de mercado.

Fonte: Angop/AF



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