Economia

Reajuste na ENDE exige aumento da massa salarial em 70%

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RUTH SAFECA, PCA DA ENDE

Foto: Clemente dos Santos (Angop)

RUTH SAFECA, PCA DA ENDE

Foto: Clemente dos Santos (Angop)

A Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) necessita de um aumento de 70 por cento da sua massa salarial, para equidade dos salários de colaboradores com a mesma categoria, uma exigência defendida pelo sindicado dos trabalhadores.

De acordo com a presidente do conselho de administração da ENDE, Ruth Safeca, que falava hoje à imprensa, à margem do seminário metodológico sobre normas de auscultação para Comunicação Pública sobre serviços de electricidade e água, no contexto actual a empresa encontra dificuldades para fazer esse ajuste.

Dado que o contexto não permite por enquanto fazer o reajuste dos salários dos trabalhadores, disse que a  administração tem estado a informar regularmente, através do sindicato, os funcionários o quadro financeiro e as dificuldades que a empresa enfrenta.

“Existem outras preocupações, mas temos estado a fazer uma gestão aberta e transparente para responder dentro daquilo que é a razoabilidade do que o conselho de administração pode ou não fazer no sentido de acalmar, tranquilizar e informar os parceiros”, disse.

Explicou que a diferença salarial entre trabalhadores com a mesma categoria resulta do facto de a ENDE surgir da fusão de duas empresas extintas (Empresa Nacional de Energia - ENE e Empresa de Distribuição de Energia de Luanda - EDEL), pois estas empresas praticavam salários diferentes apesar de serem do mesmo sector.

Em 20 de Novembro de 2014 foi publicado o Decreto Presidencial nº 305/14, que extinguiu a Empresa Nacional de Electricidade (ENE-EP) e criou três novas empresas e aprovou os respectivos estatutos orgânicos, nomeadamente, a Empresa Pública de Produção de Electricidade (PRODEL-EP), a Empresa Rede Nacional de Transporte de Electricidade (RNT-EP) e a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE-EP).

Prometeu estar a trabalhar para eliminar as diferenças e garantir o bem-estar de todos os colaboradores.

Em relação ao seminário metodológico sobre normas de auscultação para Comunicação Pública sobre serviços de electricidade e água, em que participaram responsáveis do sector, que teve como prelectores o ministro da Comunicação Social, João Melo e o secretário de Estado, Celso Malavoloneke, Ruth Safeca entende ser uma iniciativa louvável, pelo facto da comunicação ser um factor fundamental da gestão e da necessidade das populações.

Fonte: Angop/AF

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