Economia

Inflação abrandou 0,33 por cento em Fevereiro Isaque Lourenço

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A taxa de inflação baixou no mês de Fevereiro 0,33 por cento, situando-se nos 1,72 por cento, contra os 2,05 calculados em Janeiro. De acordo com o BNA, a taxa acumulada é de 3,80 por cento e a homóloga de 18,74.

Este comportamento do mercado sinaliza uma apreciação do kwanza em relação a outras moedas, o que significa maior estabilidade do poder de compra das famílias. Ou seja, em Fevereiro, o consumidor ganhou 3,3 kwanzas em cada mil.
Na reunião do mês de Janeiro, o Comité de Política Monetária (CPM) do Banco Nacional de Angola, que volta a reunir na próxima semana, assinalou a manutenção do processo desinflacionista que permitiu o alcance do objectivo da inflação anual, não obstante o aumento da tarifa de energia eléctrica, a introdução do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e do Imposto Especial de Consumo (IEC), bem como da depreciação cambial ocorrida particularmente no ultimo trimestre de 2019.
A Folha de Informação Rápida publicada esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostra que o Índice de Preços no Consumidor Nacional registou uma variação de 1,72 por cento em Fevereiro e 2,05 em Janeiro.
Em Fevereiro, as províncias que registaram maior aumento de preços foram Bengo com 2,97 por cento, Huíla com 2,86; Cuando Cubango com 2,52 e Cuanza-Sul com 2,40. Já as de menor variação foram Luanda com 1,48 por cento, Lunda-Sul com 1,54; Zaire com 1,70 e Namibe com 1,78.
A classe “Educação” com 3,08 por cento foi a que registou o maior aumento de preços. Destacam-se também os aumentos dos preços verificados nas classes: “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” com 2,11; “Bebidas Alcoólicas e Tabaco” com 1,91 e “Lazer, Recreação e Cultura” com 1,87.
A variação homóloga, segundo o INE, situa-se em 18,74 por cento, registando um acréscimo de 0,78 pontos percentuais com relação a observada em igual período do ano anterior.
A classe “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços com 0,97 pontos percentuais durante o mês de Fevereiro, seguida das classes: “Vestuário e Calçado” e “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção” com 0,11 pontos percentuais cada e “Bens e Serviços Diversos” com 0,10 pontos. As restantes classes tiveram contribuições inferiores.
A incidência inflacionaria em Fevereiro de 24 produtos seleccionados do cabaz, com maior contribuição para a taxa de variação do IPCN, no seu conjunto, representam sete por cento do total, mas concentram cerca de 51,55 da taxa global de variação.
Luanda varia menos
O nível geral do Índice de Preços no Consumidor da província de Luanda registou uma variação de 1,48 por cento durante o período de Janeiro a Fevereiro.
Na capital, a classe “Educação” foi a que registou o maior aumento de preços com 2,97 por cento. Destacam-se também os aumentos dos preços verificados nas classes “Lazer, Recreação e Cultura” com 2,05; “Transportes” com 1,83 e “Hotéis, Cafés e Restaurantes” com 1,70.
A variação homóloga situa-se em 18,42 por cento, registando um aumento de 0,64 pontos percentuais com relação a observada em igual período do ano anterior.
Por sua vez, o Índice de Preços no Consumidor da província do Bengo apresentou uma variação de 2,97 por cento, a mais alta do período.
A classe “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” foi a que registou o maior aumento de preços com 4,67 por cento.
Destacaram-se também os aumentos dos preços verificados nas classes: “Lazer, Recreação e Cultura” com 4,30 por cento, “Habitação, Água, Electricidade e Combustíveis” com 2,34 e “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção” com 2,25.

FONTE:JA/AG

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