Economia

Há anos que não era tão fácil aceder a divisas como hoje

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O governador do Banco Nacional de Angola considera que o acesso à moeda estrangeira pelas empresas angolanas não estava tão facilitado como está hoje há, nalguns casos, vários anos, garante que o ajustamento cambial é para continuar e atribui elevada importância à solução de problemas que algumas empresas têm com pagamentos atrasados no exterior.

José de Lima Massano fez esta declaração aos jornalistas no momento em que o Parlamento discutia, na terça-feira, as propostas legislativas da UNITA e do Executivo sobre o repatriamento de capitais, que vão a votação final no próximo dia 17, comentando a mais recente variação do câmbio do Kwanza face ao Euro, tendo depreciado (desvalorizado) mais 2 % na passada semana.
O responsável pelo BNA afirmou-se "muito satisfeito" com o que sucedeu no país desde que no início de Janeiro arrancou o novo método de ajustamento cambial, sujeito a uma banda de flutuação controlada, que já levou a uma perda da moeda nacional para a congénere europeia de mais de 32 por cento.

Isto, porque, com este modelo de disponibilização de divisas, feita a partir de leilões semanais onde a banca comercial, no denominado mercado primário, disputa, através de licitações, os montantes em Euro disponibilizados pelo BNA, que controla, através da banda de flutuação definida, os limites das ofertas, há empresas que estão a conseguir o que não alcançavam há anos.

"Estamos satisfeitos com o que sucedeu até aqui, porque o acesso à moeda está mais aberto, generalizou-se a mais empresas, algumas delas já não tinham acesso a moeda há muitos meses, anos mesmo e agora conseguem fazer transacções", referiu Massano, acrescentando que foi esse mesmo novo modelo que permitiu, naquilo que era um dos objectivos, reduzir a diferença do valor no mercado oficial e no paralelo, onde hoje está a cerca de 70% quando antes era superior a 150 por cento.

Face a este cenário, onde as empresas viram, na opinião do governador do BNA, melhorar de forma significativa, o acesso às divisas, o ajustamento cambial vai continuar, embora não tenha definido qualquer calendário, embora admita que a depreciação da moeda nacional tenda a abrandar com o "ponto de equilíbrio" à vista.

Esse ponto de equilíbrio, que o petróleo em alta, tendo já hoje chegado aos 78 dólares por barril, poderá ajudar de forma significativa, está dependente da diminuição da pressão sobre a banda mais alta do câmbio, podendo isso significar que os bancos comerciais mostram ainda muito apetite pelas divisas disponibilizadas e estão dispostos a oferecer mais ao BNA.

Admitindo que ainda existem questões a afinar, Massano exemplificou com algumas situações de pagamentos em atraso pelas empresas no exterior, sublinhando que está em curso um processo para apurar o mapa completo destas responsabilidades por cumprir, o que pode suceder através da definição de um calendário para pagamentos periódicos ou através de pagamentos integrais para libertar as empresas desse sufoco.

Fonte: NJ/EG

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