Economia

Governo quer criação de um Centro de Agro-negócio em Angola

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O Governo angolano solicitou um apoio técnico à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) para a criação do primeiro Centro de Informação de Agro-negócio, bem como o diagnóstico de tecnologias inteligentes para mitigar as consequências da seca no país.

A pretensão foi manifestada esta quarta-feira, em Roma (Itália), pelo ministro da Agricultura e Florestas, António Francisco de Assis, que chefiou a delegação angolana que participou, de 02 a 04 deste mês, nesta cidade, na 163ª sessão do Conselho da FAO.

Outro apoio solicitado pelo governante angolano foi também o fortalecimento do Sistema de Informação da Agricultura em Angola.

Na ocasião, o ministro aproveitou convidar o director-geral da FAO, Qu Dongyo, a visitar Angola, bem como reiterou a disponibilidade do país em colaborar na implementação do programa das Nações Unidas.

Agradeceu o apoio da FAO na assistência técnica aos programas de desenvolvimento rural, implementados em Angola, através da metodologia das escolas de campo, cujos primeiros resultados têm sido animadores, por permitirem elevar a educação e o conhecimento das comunidades.

Entre os vários assuntos tratados no encontro que manteve com Qu Dongyu, destaca-se a questão das alterações climáticas, que se transformaram num flagelo que afecta a segurança alimentar de uma grande parte dos Estados africanos, segundo António Francisco de Assis.

Lembrou que a seca cíclica que assola uma parte da região sul de Angola afecta com mais gravidade a segurança alimentar e por isso “merece ser apreciada com um programa regional, descentralizado no país.

Sessão do Conselho da FAO

A 163ª sessão desse Conselho, orientada pelo director-geral da FAO, Qu Dongyu, entre outros assuntos, procedeu o “ajuste no programa de trabalho e orçamento 2020-2021” e analisou o relatório da reunião conjunta do Comité de Programa e do Comité de Finanças.

Na abertura do evento, Qu Dongyu prometeu aumentar a transparência na organização e propôs novas estruturas institucionais para alcançar melhores resultados, inovação e o apoio às pessoas mais vulneráveis nos pequenos Estados insulares, em países menos desenvolvidos e em desenvolvimento.

O director-geral, que está no cargo desde Agosto último, sublinhou a necessidade da FAO concentrar-se na segurança alimentar e erradicação da pobreza, nos pontos fracos da agricultura tropical, desafios da agricultura em terrenos áridos e secos, na promoção da agricultura e desenvolvimento rural digital e na promoção de acções para melhorar o ambiente agrícola, com vista ao desenvolvimento sustentável.

Anunciou ainda a instalação de um escritório, que vai garantir as necessidades das populações vulneráveis, assim como a criação de um Comité para a juventude e as mulheres, tendo em conta que a agricultura a nível mundial é praticada por mulheres e pelos jovens.

Durante esse evento, a delegação angolana também manteve encontro separado com o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Gilbert Houngbo, assim como o ministro angolano teve audiências com os seus homólogos da Namíbia, Apheus Naruseb, Cabo Verde, Gilberto Silva Carvalho, e da Itália, Teresa Bellanova.

Entre vários encontros de trabalho, António Francisco de Assis manteve ainda um outro com o presidente do grupo dos embaixadores africanos junto das Agências das Nações Unidas em Roma e o embaixador da Nigéria, Yaya Olaniran.

TPA com Angop/LD

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