Economia

Governo estuda nova estratégia para o Fundo Soberano de Angola

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Archer Mangueira - Ministro das Finanças

Foto: ANGOP/arquivo

Archer Mangueira - Ministro das Finanças

Foto: ANGOP/arquivo

O Executivo angolano vai aprovar, ao longo do primeiro semestre de 2018, uma nova estratégia para o Fundo Soberano de Angola, anunciou, em Luanda, o ministro das Finanças, que disse estar em curso um diagnóstico à gestão da instituição.

Archer Mangueira, que falava quarta-feira última, em conferência de imprensa, disse que a instituição foi criada num contexto específico, para salvaguardar os investimentos do Estado angolano e proteger as futuras gerações, mas existe a necessidade da sua adequação ao novo cenário económico e financeiro do país.

O Fundo Soberano de Angola foi criado em 2012, com uma dotação inicial de cinco biliões de dólares norte-americanos.

Em finais de 2017, foram postas a circular, na imprensa estrangeira, denúncias sobre eventuais irregularidades na gestão do Fundo Soberano de Angola, por via de documentos revelados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação.

Na senda desses documentos, inseridos na Investigação "Paradise Papers", o jornal suíço 24 Heures denunciou, em uma reportagem, uma suposta participação de Jean-Claude Bastos de Morais, cidadãos suíço-angolano, na gestão do Fundo Soberano de Angola.

Àquele cidadão, segundo as denúncias, teriam sido atribuídos mais de 41 milhões de dólares.

Em resposta, a instituição angolana referiu, no seu site, que a carteira de investimento está "amplamente diversificada em termos de classes de activos, indústrias e geografias".

Precisou que, seguindo a política de investimento decretada pelo Executivo, aplica mais de um terço da carteira de investimento em valores imobiliários, como títulos do tesouro, as obrigações de cotação elevada, as acções listadas em bolsa de valores, os derivados, as estratégias de cobertura financeira e divisas, para preservar capital.

O Fundo Soberano de Angola referiu ainda que os restantes dois terços da carteira de investimento estão dedicados à actividade de “private equity” nos mercados emergentes e de fronteira, para a geração de receitas elevadas a longo prazo.

Segundo o ministro das Finanças, Archer Mangueira, os resultados do diagnóstico em curso vão permitir esclarecer as questões levantadas em relação à gestão do Fundo.  

O titular das Finanças assegurou que com o trabalho que se vai realizar surgirão explicações em relação a questões que se colocam à gestão e os resultados financeiros do Fundo Soberano de Angola.

Fonte: ANGOP/BA




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