Economia

Financiamento do FMI é disponibilizado num contexto diferente com atenção ao rendimento dos mais pobres

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Directora-geral do FMI, Christine Lagarde

Foto: Pedro Parente (Angop)

Directora-geral do FMI, Christine Lagarde

Foto: Pedro Parente (Angop)

O empréstimo de 3,7 mil milhões de dólares do Fundo Monetário Internacional (FMI), contraído por Angola, é o maior disponibilizado por este organismo a um país da África Subsaariana, afirmou esta quinta-feira a sua directora-geral, Christine Lagarde.

A directora do FMI, que falava a jornalistas, no Palácio Presidencial, na conferência de imprensa conjunta com o Presidente João Lourenço, referiu ser um valor suficiente para apoiar as reformas em curso, com destaque para a consolidação fiscal e estabilidade macroeconómica.

Christine Lagarde, ao responder a uma pergunta se o programa de financiamento poderia obrigar a redução do efectivo na função pública, explicou que diferente da actuação do passado, em que obrigava a políticas de austeridade, esse financiamento é disponibilizado num contexto diferente, pois trata-se de um programa com atenção ao rendimento dos mais pobres.

Disse que antes da adopção de qualquer medida que exija duros sacrifícios, como a redução de subsídio aos combustíveis, o Fundo deverá assegurar-se que há um programa de transferência de renda para os mais pobres, com vista a protege-los.

A visita de Christine Lagarde, iniciada hoje às 14h15, acontece duas semanas depois de o Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional ter aprovado, em Washington, o Programa de Financiamento Ampliado (EFF), no valor de 3,7 mil milhões de dólares, para apoiar as reformas económicas em curso em Angola.

A 01 de Agosto deste ano, o Governo pediu ao Fundo o início de discussões de um programa económico financiado ao abrigo do PFA (Extended Fund Facility – EFF, em inglês), tendo solicitado o ajustamento do programa de apoio do FMI, adicionando-se uma componente de financiamento.

Este pedido de ajuda financeira surge depois do acordo negociado pelo Executivo angolano em 2008, que culminou, em 2009, com a assinatura do acordo de assistência financeira denominado Acordo Stand-By, no valor de 1,4 mil milhões de dólares, para fazer face aos desequilíbrios da balança de pagamento, resultante da crise económica e financeira do país.

Além do encontro com o Presidente da República, João Lourenço, a directora do FMI manterá um encontro com a equipa económica do Governo.

Outros países africanos, como Moçambique, Congo e Ghana, fizeram recurso a financiamentos do Fundo Monetário Internacional.

Os programas de assistência financeira no continente atingiram cerca de seis mil milhões de euros até final de 2017, quatro vezes mais que em 2014.

TPA com Angop/AF

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