Economia

"Fazenda 27" investe USD 35 milhões nos sumos

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Trinta e cinco milhões de dólares norte-americanos foram investidos, no município do Waku Kungo, província do Cuanza Sul, na construção e apetrechamento de uma fábrica de produção de sumos, leites e derivados de tomate, pertencente à "Fazenda 27".  A fábrica conta com quatro linhas de produção, uma iniciativa  que  contou  com o financiamento parcial do programa "Angola Investe" e outro com fundos próprios.

As linhas de sumo e leite da fábrica têm uma capacidade de produzir doze mil pacotes/hora e  quatro mil e 500 pacotes/hora de derivados de tomate, segundo a  directora adjunta da  “Fazenda 27”, Sónia Leitão, que falava hoje em entrevista à Angop. A fábrica tem  ainda  a capacidade  de processar seis toneladas/hora de frutas diversas, na linha de concentrados.

No mercado, desde Outubro de 2015, a fábrica da Fazenda 27, que emprega trabalhadores, na sua maioria nacionais, é detentora das marcas de derivados de tomate “Konduto”, sumos “Kissumo”, e leites “Kanuco”, estes dois últimos desenhados tendo em vista também a merenda escolar. Com sua base logística instalada em Luanda, actualmente, a fábrica produz em média (um turno de 8 horas) 50 mil pacotes de sumo (200 ml), igual quantidade do leite e 40 mil para o molho de tomate (embalagem de 250 g).

No entanto, referiu que a produção dos derivados de tomate e concentrados tem tido grandes constrangimentos, como a falta de incentivos e alguma protecção aos produtos nacionais, relativamente aos produtos importados e o facto de não se incentivar o consumo de produtos de origem nacional, por parte das instituições estatais.

Para a responsável, a oferta nacional de todas as matérias-primas que concorrem à produção nacional é o grande desafio da indústria transformadora. “Estamos a estudar todas as formas viáveis para garantir a disponibilidade de tomate à fábrica, sendo uma delas a produção do próprio tomate na fazenda. A ideia é criar um ciclo sustentável, o que ainda não acontece ”, referiu Sónia Leitão.

Quanto à produção do sumo “Kissumo”, estão no mercado nacional vários sabores, com destaque para tuttui-frutti, goiaba, manga e papaia, feitos à base de concentrados de frutas importadas, não obstante a fábrica possuir uma linha de produção de concentrados.

De acordo com a responsável, a insuficiência da produção de frutas e do escoamento logístico das mesmas a nível nacional, inviabiliza a produção de concentrados de forma economicamente sustentável, uma situação que os obriga a recorrem ao mercado externo, enquanto se procuram alternativas localmente.

Todavia, disse estar prevista, ainda este ano,  a produção de sumos derivados de frutas nacionais. Questionada sobre a produção de frutas  no país, avançou que, alguns produtores, como da zona do Waku Kungo ( Cuanza Sul) preferem vender os produtos no mercado da província de Luanda, por considerem ser um mercado mais lucrativo.

Tendo matéria-prima (frutas),  a fábrica dispõem de uma linha de transformação de concentrados com  a capacidade de produzir 120 toneladas/dia de diversas frutas. “Temos capacidade para transformar frutas em concentrados, tanto para servir a própria fábrica, como as outras fábricas que venham a mostrar interesse no produto”, garantiu a empresária.

Sem avançar os valores referentes ao volume de vendas, Sónia Leitão considerou  “bastante difícil” a concorrência dos sumos no mercado nacional, um facto que, por vezes, tem obrigado a redução dos preços. Novos sabores já em fase de testes.

Não obstante as dificuldades, Sónia Leitão anunciou estarem a proceder testes de novos sabores de sumos e leite, além de perspectivarem lançar, no mercado, embalagem de um litro da marca “Kissumo”. Dada a necessidade de divisas para importação de matéria-prima, a responsável referiu  que continuam  a trabalhar no sentido de identificar fornecedores locais de produtos necessários para o pleno funcionamento da fábrica.

Com olhos na exportação, no âmbito da adesão de Angola à Zona Livre do Comércio do continente e da África Austral, a direcção da Fazenda 27 já fez contactos prévios com países, como Moçambique, África do Sul e República do Congo, para o inicio das exportações do “Kissumo”, leite “Kanuco” e dos derivados de tomate “Konduto”.

“Vamos aproveitar todas as vantagens com a entrada de Angola na Zona de Livre de Comércio, para aumentamos a produção industrial nacional e alavancar a economia  nacional”, concluiu.

Fonte:Angop/MP

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