Economia

Falta de divisas condiciona produção da Novagrolider

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A empresa Novagrolider tem tido muitas dificuldades na compra de divisas para aquisição dos factores de produção, situação que poderá comprometer na produção da campanha agrícola 2017/2018, anunciou neste domingo em Caxito o seu administrador, João Macedo.  O empresário, que falava à imprensa, à margem da visita da delegação do Banco Mundial e da Agência Francesa de Desenvolvimento, sublinhou a necessidade de haver maior abertura na venda de divisas, de modo a permitir a aumentar a produção das empresas.

Salientou ser bom receber visitas de outras instituições internacionais, para constatar o que está ser feito no país e poder ajudar o sector da agricultura com financiamento. “Estamos aqui a lutar para que a produção seja mais eficiente e que haja mais produção, mas há constrangimentos que são menores e que não vão afectar a nossa produção”, precisou, sublinhando que o único que pode afectar a produção é o problema de divisas, porque a empresa pretende na campanha agrícola 2017-2018 continuar a aumentar os níveis de produção.

“Tivemos ajuda de algumas empresas que nos deram crédito e neste momento já estão a desistir a nos dar empréstimos, por não termos conseguido pagar os insumos da campanha de 2016/2017. Isto está a nos causar grandes problemas e num curto espaço de tempo poderemos deixar de produzir muitos tipos de produtos”, ressaltou. Sobre a exportação da banana, João Macedo disse que a empresa NovAgrolider esteve algum tempo parada, devido alguns problemas com as companhias de transporte, mas adiantou que ainda este mês vão retomar e aumentar as exportações.

“A última exportação para Europa chegou muito bem, é um trabalho árduo que tem que ser feito minuciosamente e com eficiência, pois os problemas que tivemos não são de nível de qualidade, mas sim com algumas companhias de transporte que tiveram algumas falhas, que já conseguimos resolver”, avançou. A Novagrolider está vocacionada à produção de hortifrutícolas e comercialização,  com uma rede de lojas de proximidade para terem os seus produtos a preços mais acessíveis para a população e está implantada no Cuanza Sul,  Luanda e Bengo.

Na ocasião, o engenheiro agrónomo da Agência Francesa de Desenvolvimento, Matieu Boch, disse  ter constatado a existência de muito potencial agrícola que precisa de apoio financeiro. Disse que as visitas que estão a efectuar pelo país vão ajudar a avaliar o potencial agrícola para os futuros apoios aos pequenos e médios empresários.

“Estamos a visitar algumas províncias do país, no âmbito da definição de um projecto que se pretende implementar com o Ministério da Agricultura, Banco Mundial e com Agencia Francesa de Desenvolvimento para encontrar parceiros, agricultores e constatar o potencial agrícola e ver a possibilidade de apoiar o desenvolvimento da agricultura em Angola”, ressaltou.

Por seu turno, o presidente do conselho de administração do Perímetro Irrigado de Caxito, João Mpilamosi, disse que a visita da Agência Francesa de Desenvolvimento e Banco Mundial vai atrair investimentos à província do Bengo. Frisou que esta visita ao perímetro irrigado de Caxito constitui mais uma oportunidade da AFD e Banco Mundial identificar possíveis projectos que possam ser susceptíveis de investimentos e financiamentos.

Segundo João Mpilamosi, a diversificação económica tem que estar conjugada com a sustentação dos projectos já existente e no Perímetro Irrigado de Caxito, existe empresas que trabalham potencialmente para a produção em grande escala no sector agrícola.

“Pensamos que essa é uma grande oportunidade para que o Estado institucionalmente possa eventualmente direcionar financiamentos que vem dessas duas agências importantes o Banco Mundial e Agência Francesa de Desenvolvimento para desenvolver projectos no Perímetro Irrigado de Caxito e potencial os grandes empresários que muito precisam”.

O perímetro irrigado de Caxito tem uma área bruta de mais de quatro mil hectares, dos quais dois mil e 500 hectares em exploração. Além dos grandes empresários que ocupam vastas parcelas de terra, o projecto foi pensado igualmente para os pequenos agricultores, que cultivam numa área de até 15 hectares.

A gestora do espaço Caxito Rega controla cerca de 370 agricultores, dos quais quatro empresas consideradas de grandes produtores no cultivo de hortofrutícolas, como Nova AgroLider, TuriAgro, Sagri Bengo e AgroAliança.

Fonte: Angop/MP

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