Economia

Exploração semi-industrial de diamantes pode acabar em Angola

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PCA DA ENDIAMA, JOSÉ MANUEL GANGA JÚNIOR

Foto: Rosário dos Santos (Angop)

PCA DA ENDIAMA, JOSÉ MANUEL GANGA JÚNIOR

Foto: Rosário dos Santos (Angop)

O sector diamantífero em Angola poderá acabar com a exploração semi-industrial de diamantes, com vista a conferir maior competitividade, transparência e eficiência às actividades diamantíferas, anunciou hoje (segunda-feira) o presidente de Conselho de Administração da Endiama, Ganga Júnior.

Em declarações à imprensa, durante o balanço das actividades desenvolvidas pelo sector em 2019, o gestor disse ser pretensão acabar com a exploração semi-industrial e ficar apenas com as operações industriais, independentemente de serem de cooperativas grandes ou pequenas.

Sublinhou que a ideia é que as empresas cumpram com os requisitos estabelecidos no regulamento aprovado para o efeito, nomeadamente, em relação às regras de exploração, tratamento, protecção do ambiente, comercialização, impostos e apoio social à comunidade.

Disse esperar que esta medida contribua para a promoção e criação de mais empregos, substituição da importação, aumento das exportações e, consequentemente, a arrecadação de divisas para o país.

Salientou que o Executivo está consciente de que o sector mineiro poderá contribuir muito mais para o crescimento e desenvolvimento sustentável do país e sublinhou a aposta no aumento do conhecimento geológico e na formação de quadros para o sector.

“Temos estado a trabalhar com as principais empresas diamantíferas ao redor do mundo, de forma a acrescentar cada vez mais valor ao sector, e consequentemente tornar o país numa terceira maior produtora e lapidadora do mundo, tendo em conta as potencialidades existentes no sector”, disse.

Pretende-se ainda melhorar as operações mineiras já existentes, de modo a criar uma cadeia de produção apenas da Endiama, embora haja ainda muito trabalho pela frente, frisou o gestor.

Actualmente o sector criou mais de dois mil e 400 postos de trabalho só no domínio da geociências.

Entretanto, enquanto era feita a apresentação do balanço das actividades do sector diamantífero, em frente à sede da Endiama decorria uma manifestação de trabalhadores que prestavam serviço à empresa pública e suas parceiras, por alegada falta de remuneração há mais de 17 meses e inserção no sistema de segurança social.                                                                  

Fonte: Angop/AF

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