Economia

Empresas pedem suspensão de contribuições no INSS

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Vinte e oito empresas dos sectores do comércio, hotelaria e turismo e instituições de ensino privado pediram, esta semana, a suspensão de pagamentos das contribuições da segurança social dos meses de Abril, Maio e Junho, por incapacidade de tesouraria provocada pelo impacto da Covid-19.

A informação foi avançada, nesta quinta-feira, à Angop, no Lubango, pelo chefe dos serviços províncias do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) na Huíla, Domingos Guerra Mahuma.

Conforme o responsável, trata-se de 13 empresas de comércio geral, oito de hotelaria e turismo e sete colégios.

De acordo com a fonte, para ter um suporte financeiro, tinham que deixar de descontar oito por cento no período dos três meses findos, com a retenção do valor, depositando apenas três por cento a favor dos trabalhadores, mas no inicio do mês de Julho teriam que começar a liquidar o valor embargado.

“Com estas cartas, as empresas mostraram incapacidade de poder pagar por falta de rendimento. Mas só o Ministério de tutela pode pronunciar-se sobre o assunto. A nível dos serviços provinciais cumprimos o que está legislado e o que não for cumprido encaminhamos a direcção central de forma a encontrar as soluções que permitam continuar a contribuir ou ter uma moratória”, referiu.

O gestor aventou a possibilidade de receberem mais pedidos do género, pois muitas dependem de Luanda e do exterior do país para terem rendimentos e manterem activas as suas actividades, que estão limitadas a circulação face à pandemia.

Informou que as pensões continuam a ser pagas, apesar da suspensão temporária da prova de vida dos utentes face à pandemia da Covid-19.

O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS, da Huíla controla mais de 4.660 empresas, englobando mais de 110 mil funcionários segurados. Tem igualmente um registo de perto de oito mil pensionistas.

Angop

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