Economia

Directora-geral do FMI chega quinta-feira ao país

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CHRISTINE LAGARDE, DIRECTORA-GERAL DO FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL

CHRISTINE LAGARDE, DIRECTORA-GERAL DO FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL

A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, chega esta quinta-feira (20) a Luanda, para uma visita de trabalho de dois dias a Angola.

Christine Lagarde tem na agenda encontros com o Presidente da República, João Lourenço, e com a equipa económica do Governo.

A deslocação acontece duas semanas depois de o Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional ter aprovado, em Washington, o Programa de Financiamento Ampliado (EFF), no valor de 3,7 mil milhões de dólares, para apoiar as reformas económicas em curso em Angola.

Tem como bases o Programa de Estabilização Macroeconómica e o Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022.

O EFF aprovado pelo Conselho Executivo do FMI terá duração de três anos, num valor de 2,673 mil milhões de DES (Direitos Especiais de Saque, moeda de reserva do FMI), equivalentes a cerca de 3,7 mil milhões de dólares norte-americanos, 361 por cento da quota de Angola na instituição.

Um montante de DES 715 milhões (cerca de USD 990,7 milhões) foi imediatamente disponibilizado para Angola, devendo o montante remanescente ser escalonado ao longo da duração do programa, sujeito a revisões semestrais.

A 01 de Agosto deste ano, o Governo pediu ao Fundo o início de discussões de um programa económico financiado ao abrigo do PFA (Extended Fund Facility – EFF, em inglês), tendo solicitado o ajustamento do programa de apoio do FMI, adicionando-se uma componente de financiamento.

Este pedido de ajuda financeira surge depois do acordo negociado pelo Executivo angolano em 2008, que culminou, em 2009, com a assinatura do acordo de assistência financeira denominado Acordo Stand-By, no valor de 1,4 mil milhões de dólares, para fazer face aos desequilíbrios da balança de pagamento, resultante da crise económica e financeira do país.

Considerado na altura o maior financiamento feito a um país da África Subsaariana, aquele programa de assistência financeira teve duração de 27 meses.

Com EFF, aprovado este mês de Dezembro, pretende-se apoiar os esforços de melhoria da governação, reduzir os riscos associados às empresas estatais, corrigir os obstáculos estruturais à competitividade e melhorar o acesso ao financiamento, aspectos que, entre outros, são considerados fundamentais para acelerar o crescimento económico liderado pelo sector privado.

O programa acordado entre este membro de pleno direito desde 16 de Setembro de 1989 e o FMI ajudará o país a restaurar a sustentabilidade fiscal e externa e lançará as bases para uma diversificação económica sustentável.

Além de Angola, outros países africanos, como Moçambique, Congo e Ghana fizeram recurso a financiamentos do Fundo Monetário Internacional.

Os programas de assistência financeira no continente atingiram cerca de seis mil milhões de euros até final de 2017, quatro vezes mais que em 2014.

TPA com Angop/ AF

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