Economia

Covid-19: Hoteleiros denunciam ameaças de despedimentos

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O gabinete provincial da Hotelaria, Turismo, Juventude e Desportos da Huíla está a receber, desde Março, denúncias de hoteleiros, sobre ameaças de despedimentos, devido a alegados prejuízos causados pela suspensão dos serviços, facde à covid-19.

O facto foi revelado à Angop, pelo director do referido gabinete, Osvaldo Lunda, referindo que, embora o Estado de Emergência acautele despedimentos ou suspensão do vínculo laboral, em caso de falência das unidades, nada se poderá fazer para manter os empregos.

Explicou que a força de trabalho nesse sector, a nível da Huíla, em 1.074 unidades hoteteliras e similares da província, é de 9.500 pessoas, dos quais 786 a trabalham em hotéis, 701 em hospedarias, 287 em complexos turísticos e 151 em pensões.

Neste particular, informou que 4.750 trabalhadores do sector podem perder o emprego no pós-covid-19, como resultados dos prejuízos que a pandemia está a provocar em hotéis, bares, restaurantes e agências de viagens, sendo, entertanto, necessário a intervenção do Estado.

“O gabinete está a manter diálogo com os operadores para impedir o despedimento de qualquer trabalhador durante o Estado de Emergência e para que o Governo encontre soluções para as perdas do momento”, adiantou, reconhecendo a baixa facturação destes empreendimentos.

Osvaldo Lunda salientou que o ramo hoteleiro foi, até bem pouco tempo, o terceiro maior empregador, depois da Construção Civil e do Comércio, ocupando uma taxa mínima necessária de 66%, contra os actuas cinco por cento, numa altura em que Angola contabiliza 45 casos positivos da covid-19.

Osvaldo Lunda declarou que o sector, no seu todo, sairá prejudicado, mas as agências de viagens passarão maiores dificuldades, pois vivem muito por conta da venda de serviços de terceiros, como companhias áreas, ferroviárias e rodoviárias hoje paradas.

As 23 agências de viagens da província, por exemplo, anteriormente tinham uma facturação trimestral de 3. 169. 417 Kwanzas, conforme o relatório de 2019.

“(…) mesmo que retomem o negócio no pós-covid19, não será para breve que as pessoas retomem a vida normal de viagens, pelo que a recuperaçãao das agências não será imediatada, aí sim há maiores riscos de despedimentos”, frisou a fonte.

A Huila dispõe de 13 hotéis, 17 pensões, 14 complexos turísticos, 1 conjunto turístico, 86 hospedarias, 920 restaurantes e similares e 23 agências de viagens, com custos com o pessoal estimado em 309 milhões, 336 mil e 488 Kwanzas por trimestre.

Angop

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