Economia

Cidade da China paga 300 milhões de kwanzas

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O projecto empresarial “Cidade da China” pagou mais de 300 milhões de kwanzas em impostos para o Estado no exercício económico de 2019, cifra que os proprietários do espaço querem manter, apesar dos actuais constrangimentos que passa a economia.

Aberto em 2016, o grande desafio do projecto, localizado no município de Viana, em Luanda, é o de contribuir para o desenvolvimento socioeconómico de Angola, criando riqueza local. Em declarações ao Jornal de Angola, a gerente administrativa da Cidade da China, Helena Xiang, revelou que o projecto empresarial conta com 300 lojas, arrendadas a empresários chineses, angolanos, americanos, libaneses, indianos e portugueses.


A empresa gestora do projecto gera 60 empregos de forma directa, sendo que os restantes lojistas empregam de forma directa e indirecta mais de 3 mil trabalhadores.

Criar estratégias

O aligeirar de algumas medidas decretadas no Estado Emergência, poderão contribuir para o aumento do movimento diário de clientes que procuram serviços nas lojas, ligadas a vários serviços, desde o mobiliário, venda de roupa usada (fardo) até aos materiais de construção civil.


Apesar de estarem abertas 90 por cento das lojas, o movimento de clientes ronda os 30 por cento diários, cifra que deixa apreensivo alguns proprietários que ponderam abandonar o espaço, dada a fraca procura dos produtos, mas que têm de pagar o arrendamento dos espaços (lojas).


Helena Xiang garantiu que a gestão do espaço está a fazer tudo para que os lojistas possam manter os negócios, através da criação de uma estratégia para o pagamento do arrendamento.


“Temos tido poucos clientes por causa da situação da pandemia, mas as lojas dos grossistas têm vendido. De modo geral, não passamos dos 30 por cento de clientes diários, se comparado com o período antes desta pandemia”, avançou.


A gestora revelou que grande parte dos clientes acorrem à Cidade da China para comprar produtos e são pessoas individuais. Nesta fase, têm algumas dificuldades na circulação, o que está a provocar alguma retracção na facturação das lojas, instaladas no recinto.


“Haverá alguma baixa na facturação de alguns lojistas este ano, por falta de clientes. Muitos proprietários querem abandonar o negócio, mas acreditamos que brevemente a pandemia passará e tudo voltará à normalidade. Temos dialogado com os lojistas para encontrarem-se os melhores mecanismos, de modo a continuarem com as actividades, mesmo nesta fase”, garantiu.


Por sua vez, Angelina Zua, agente de vendas da empresa JD, que no perímetro tem uma loja que vende materiais de construção, disse que apesar da pouca procura, ainda assim a loja está a funcionar a meio gás. “Felizmente nos pagaram os salários dos meses de Março e Abril, apesar de estarmos a trabalhar a 50 por cento.

Esperamos que nos próximos dias o movimento se altere, para aumentarmos a nossa facturação”, destacou, depois de informar que a loja emprega sete angolanos. Por estes dias, na Cidade da China, na Via Expressa, quase todos os serviços estão abertos, com excepção daqueles que o Decreto Presidencial proíbe, com realce para a restauração.

JA

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