Economia

BM defende relatório financeiro em tempo oportuno para melhoria do Doing Business

dd

Representante residente do Banco Mundial em Angola, Olivier Lambert (Arq.)

Foto: Mota Ambrósio (divulgação Edições Novembro)

Representante residente do Banco Mundial em Angola, Olivier Lambert (Arq.)

Foto: Mota Ambrósio (divulgação Edições Novembro)

O representante do Banco Mundial em Angola, Olivier Lambert, considerou nesta quinta-feira, em Luanda, que a melhoria do Doing Business precisa de um quadro contabilístico e de auditoria com transparência, devendo articular os números e o relatório financeiro em tempo oportuno.

Ao falar à imprensa, à margem do seminário sobre “Doing Business 2020” e a Melhoria de Negócios, em Angola”, Olivier Lambert, sublinhou que o objectivo de melhorar 15 lugares é ambicioso, porque vai permitir elevar Angola no mapa do mundo e poder atrair interesses dos melhores investidores do mundo.

O representante do BM em Angola disse que melhorar o ambiente de negócio é uma coisa realmente difícil, porque toca em muitas instituições e processos em todas as organizações do Estado.

Explicou que são modificações de macroeconomia que precisam de uma coordenação e liderança muito forte para o processo acontecer.

“Quando a gente quer mudar as coisas é difícil, melhorar o ambiente de negócio é mexer com muitos hábitos de instituições e pessoas”, disse.

Acrescentou ser essencial ter uma liderança forte e coordenação ainda mais forte.

Questionado sobre a quede de quatro lugares, Olivier Lambert considera que essa pequena queda não é importante, porque em realidade o nível de Angola era estável, “a pequena queda é uma ilusão e tem a ver com mudanças de metodologia. O mais importante a destacar é que não havia nenhum melhoramento.

As autoridades angolanas continuam a trabalhar para melhorar a posição do país no ranking do "Doing Business", que passou de 175.º (2018) para 173º (2019), descendo 4 lugares em 2020.

Para tal, medidas legislativas foram tomadas, com vista a tornar atractivo o ambiente de negócios.

O novo paradigma de gestão, consubstanciado na aprovação da Lei da Concorrência e da Lei de Investimento Privado, bem como na celeridade da tramitação, na legalização de empresas e no baixo custo, tem permitido avanços no ranking do Banco Mundial, embora ainda "tímidos".

Angola desceu  4 lugares no ranking global, passando da posição 173 para 177ª em 190 países analisados pelo Banco Mundial.

O País pretende subir 15 posições até 2022 no Doing Business, do Banco Mundial.

Fonte: Angop/AF

PUBLICIDADE
voltar ao topo

o tempo